Re:Zero – Começando a Vida em Ou... Cap. 388 — Como se fosse um Lampejo

―― Misturado com as vastas dunas de areia, estava um campo florido de cores variadas.

Era noite, e misteriosamente, a luz das estrelas no céu das dunas de areia não estava visível.

O motivo do porquê os céus não podiam ser vistos apesar de não haver nuvens era o miasma que envolvia o espaço acima do vasto mar de areia, era a explicação que havia sido dada anteriormente.

Não estava claro para Subaru se quem o havia explicado tinha sido Beatrice, Emilia ou Julius.

Mas, agora, o que estava claro era, ao invés do céu imperceptível, o sino de alerta vindo do chão, o florescer ominoso do campo florido em frente a escuridão da noite.

As flores vívidas e um tanto venenosas eram excessivamente desconectadas do mar de areia.

Subaru: “O campo florido das dunas…”

Com um sentimento desconcertante enquanto o falava como quando pronunciava aquela palavra, ali, Subaru já estava atento.

Emergindo do fundo de sua mente, estava a informação obtida no bar de Mirula. O bartender de lá, que havia perdido uma de suas pernas, havia falado dos campos floridos que apareciam nas dunas de areia.

Se os campos forem avistados nas dunas, corra a todo vapor ― era o que ele havia dito…… Porque estes eram os territórios de Majuus ferozes e horripilantes, Ursos Florais.

Subaru: “Mas, mesmo que você fale para fugir a toda……”

Apontando a fraqueza naquelas palavras, o murmurante Subaru, enquanto olhava para frente, deu um passo para trás.

O campo florido era território de um Majuu, essa informação era beneficial. Tinha também a menção de fugir imediatamente do, doravante, feroz e atroz Majuu. Mas, se havia um problema, era a escala.

“――――”

Mantendo o silêncio, Subaru e os outros, que estavam alinhados em fila, prenderam a respiração. À frente da fila, tendo superado a ameaça do “Tempo de Areia”. Atravessado a distorção do espaço, o que havia aparecido era o deserto que continuava em direção a torre de vigia ーー a linha de visão agora estava coberta com o campo florido que se esticava.

Era, bem literalmente, densa o suficiente para não ter um único local para se pisar.

Saltando de dentro do deserto, estava o paraíso do campo florido. Haviam limites até para se desconfiar de algo.

Era algo que eles iriam evitar até mesmo sem o alerta do bartender.

Isso é precisamente o porquê, se voar pelo céu fosse uma opção, eles teriam escolhido isto e evitado atravessar por terra sem hesitação.

Subaru: “É impossível evitar isso, sabe.”

Murmurando de uma forma que não havia diferença entre isso e um suspiro rouco, Subaru direcionou sua voz para Meili.

Sob as presentes condições, levando em conta suas contra medidas contra as Majuus, depender de Meili era um benefício inesperado. O que ela decidia controlava seus caminhos, mas a complexidade na sua face, encarando o campo, estava bem pálida.

Suando frio, o sangue havia sumido de sua pele de compleição leve. Sem precisar de palavra alguma, ela entendeu a negatividade da emergência, como se houvesse pego com suas próprias mãos.

“――――”

Lentamente, Patrasche, com seu corpão, se aproximou com silêncio inacreditável. Na sua garupa estava Beatrice; vendo a instrução em seus olhos dizendo “Monte, na verdade”, Subaru pôs seu pé na cela e, enquanto o fazia, silenciou todos os sons e mais uma vez se posicionou em cima do dragão.

Seja continuando em frente, ou retornando, não seria possível para as pernas de Subaru, que seriam engolidas pela areia.

Mesmo que seus julgamentos fossem feitos através das rédeas, eles teriam que depender das boas patas de Patrasche para movimentação rápida.

Meili: “…… Por hora, parece que estão todos dormiiindo.”

“――――”

Segurando o fôlego, quanto tempo havia feito desde que a decisão de Meili havia sido aguardada. Como se houvesse passado dez segundos, ou para ele parecia que havia sido aproximadamente uma hora, Meili deixou passar isso, como se sussurrasse.

Tendo escutado, Subaru, com energia drenando de seus ombros, trouxe Patrasche para perto da carruagem de dragão.

Subaru: “Aquele campo de flores é a área do Urso Floral…… né?”

Julius: “Somado a informação recebida anteriormente, por hora parece que isso não está errado. Mas…… é só que, a escala é maior do que até eu havia imaginado.”

Beatrice: “Essa diferença em escala é algo como uma soma mais bonitinha do que o dobro ou triplo, eu suponho.”

Deixando escapar um único suspiro, Subaru e os outros, se encarando, compartilharam seus pensamentos.

Julius e Beatrice também, ao se depararem com uma recepção que superou suas expectativas, estavam em um estado sem-voz. Aqueles dentro da carruagem de dragão, Emilia e as outras, suas vozes de alívio após terem atravessado a “Tempo de Areia” também, tinham parado, enquanto mostravam suas faces pela pequena janela, se perguntando o que havia acontecido.

Emilia: “Subaru, aconteceu alguma coisa? O som da brisa de areia não dá mais para ser ouvido……”

Subaru: “A gente se saiu muito bem contra o ‘Tempo de Areia’. E justo quando eu tinha pensado que tínhamos vencido a primeira barreira, agora estamos esperando a próxima, a segunda barreira imediatamente. Como você pode ver.”

Emilia: “Como você pode ver, você diz…… Ah.”

Avistando claramente o campo de flores visível com uma olhadela pela janela pequena, a garganta de Emilia congelou chocada. Ela também havia escutado o que o bartender disse. É claro, a informação da qual ela relembrava também deveria ter sido a mesma.

Emilia piscava seus olhos repetidamente, e ao seu lado, Anastasia e Ram também mostravam seus rostos. As duas também encaravam os campos, com um esgar devido a crueldade das provações para se chegar até a torre.

Subaru: “Mesmo após passar pelo vento areoso e o ‘Tempo de Areia’, o obstáculo dessa vez são os campos floridos, hã. Em relação ao território desses Ursos Florais, será que a Anastasia sabe de algo?”

Anastasia: “Guiar é meu negócio, mais que isso, aí é bronca. Dito isso, isso é um baita problemão. O que fazer.”

Esperando algo da opinião da inexpressiva Eridna, ela, enquanto encolhia os ombros, não parecia ter um plano para superar o obstáculo. Subaru deixou escapar uma grande lufada de ar pelo nariz e olhou para Meili.

Subaru: “Meili, com sua constituição física, você consegue atrair as Majuus, certo? Ursos Florais também, você consegue tirar eles dos campos?”

Meili: “……Isso é difííícil. Se forem dez, vinte, ou até mesmo cem, eu consiiigo, mas um número maior que esse e teremos algumas crianças as quais minhas instruções não vão alcançaaar.”

Subaru: “Tem um limite de número, hein.”

Meili: “Também há um limite na qualidadeee. Até eu não posso mandaaar na Baleia Branca ou no Grande Coelho. O Urso Floral está nesse patamar, sua compatibilidade comigo é ruiiim. Bem diferente do Leão de Sombras.”

Subaru: “Leão de Sombras…… Ah, aquele grande que apareceu na mansão, certo.”

Colocando um limite nas suas conversas sobre antigas memórias, Subaru considerou a opinião de Meili e olhou para o campo florido.

Incontáveis, um vasto paraíso de flores… como era de se esperar, até a estimativa do número de Majuus não poderia ser determinada. Mas, era claro que era mais que cem, o qual era o limite de Meili.

Julius: “Na situação atual, pode ser dito que nossas escolhas são ou ‘Continuar’ ou ‘Retornar’.”

Encarando Subaru, que estava totalmente em silêncio, Julius disse isto levantando dois de seus dedos e inclinando seu pescoço.

Vendo os dedos de Julius, Subaru inspirou.

Subaru: “A escolha de retornar não existia desde o começo, sabe. Seria um desperdício depois de superar o ‘Tempo de Areia’ mas, com isso, nada do problema vai ser resolvido. Ir em frente não tem sentido também.”

Julius: “Se nós estivermos sob um ‘Tempo de Areia’ diferente, ou se tomarmos um caminho totalmente diferente, talvez possamos desafiar a torre de vigia. Colocar uma basta na discussão e tapar o caminho, isso não é simplesmente chegar a uma conclusão precipitada?”

O “Tempo de Areia” que ocorria três vezes ao dia, entre eles estava a resposta correta e esta era a insistência de Julius. Do que Subaru e os outros tinham escapado havia sido o “Tempo de Areia” do final da noite. As outras eram o “Tempo de Areia” da manhã e da tarde, mas era possível que o lugar que seria alcançado pudesse diferir de acordo com os diferentes “Tempos de Areia” que fossem escolhidos.

Não, gesticulando isso, Subaru balançou sua cabeça.

Subaru: “Para justificar o argumento, mesmo que um caminho diferente fosse tomado, eu não acho que possa garantir a segurança por todo o caminho até a torre de vigia. Aqui estão os campos, mas existe a possibilidade de ter um obstáculo diferente em outro lugar. Provavelmente, não há nenhum caminho divertido.”

Julius: “…… Certamente. Uma observação excessivamente esperançosa, hm.”

Subaru: “Ainda por cima, possivelmente, a situação da Meili estando lá e o território dos Ursos Florais. Também tem a possibilidade deste caminho ser, na verdade, o melhor, sabe?”

Julius: “Dessa vez, pessimismo excessivo, hã. Como sempre, é seu forte denunciar e animar, não é.”

Subaru: “Eu não me lembro de ter isso como objetivo. Está bem então, Meili. E quanto a você?”

Falando duramente para Julius, que virava os olhos para o quão infavorável era a situação, Subaru virou-se para Meili.

Silenciosamente, olhando com intensidade para o campo florido, Meili, ao ouvir as palavras de Subaru, falou “Hm……” com o olhar direcionado para baixo.

Meili: “O número é doloroso, mas se você me disser para fazer então eu vou tentar fazeeer. Não é como se eu tivesse que ouvir tudo que os animais-san têm para dizeeer.”

Subaru: “Você não precisa ouvir tudo, é isso……?”

Meili: “Para atravessar o campo florido, seria ótimo se pelo menos o mínimo de Ursos Florais fossem silenciosamente eliminaaados. Se um caminho estiver aberto, para o resto eu vou fazê-los dormir obedientemente. Se eles não forem atacados, então dá para fazer desse jeiiito.”

Como se ganhasse certeza nos pensamentos enquanto respondia a dúvida, força voltava para a voz de Meili.

Ao menos, ela tinha uma posição de respeitar a chance de Subaru de “Continuar”. Era algo para ser genuinamente grato. Subaru acenou para Meili e olhou para os rostos de todos.

Subaru: “Eu acho que devemos continuar. Independente do que for escolhido, não há como ter volta sem mergulhar no risco. A questão é existir uma solução para o problema ao invés de apenas fugir dele.”

Ram: “Apesar de você depender dos outros para alcançar seus próprios objetivos, você não acha que isso é muito para declarar com a sua boca.”

Ram atirou palavras dolorosas em Subaru, que havia sugerido prosseguir.

Recebendo suas palavras “típicas”, Subaru deixou escapar um “Oh” e levantou seu polegar.

Subaru: “No fim, não há dúvidas que dependemos da Meili. Por acaso, se tivermos que acabar atacando as Majuus, então vamos ter que depender da Emilia-tan ou Julius, ou da Beako. Que cruel.”

“――――”

Subaru: “Oh, e da Patrasche também. Foi mal, foi mal.”

Ele acariciou a cabeça de seu amado dragão, que havia levantado o pescoço como se descontente de ter seu nome em falta como um dos membros com quem ele podia contar.

Contra a declaração patética de Subaru, Ram, com uma expressão francamente embasbacada, encolheu os ombros.

Ram: “Ter autoconsciência não vai ajudar. No melhor dos casos, nesse cenário improvável, serve para o propósito de isca.”

Subaru: “Escutar isso também é bastante nostálgico. No entanto pode ser que você lembre.”

“――――”

Ram fez uma cara ansiosa para as palavras que, de alguma forma, pertenciam ao passado.

Aquelas eram palavras como as da floresta das Majuus, ou na manhã do dia em que eles saíram para a capital da Seleção Real, na qual ele havia sido estapeado por Ram. Com a existência de Rem desaparecendo de suas memórias e as memórias que acompanhavam alteradas, agora, para onde se foi o leva e traz daquele dia.

Subaru: “Vamos lá, continuemos. Eu não quero mais dar sequer um passo de volta.”

Emilia: “… Hm, acho que é isso. Também penso da mesma forma que o Subaru.”

À decisão de Subaru, que endureceu seu punho, Emilia consentiu com uma expressão galante.

Ela tocou o pingente em seu pescoço e roubou os sentimentos do Espírito que dormia no interior da Grande Pedra Mágica entre de seus dedos. E seus olhos ametistas focaram severamente nos campos floridos.

Emilia: “Além deste campo de flores, está a chave para memórias preciosas. Vamos sem parar. Com certeza, eu irei proteger a todos.”

Anastasia: “Isso não é um pouco cafona vindo de uma garota?”

Ao ouvir a declaração majestosa de Emilia, Anastasia o disse enquanto olhava para Subaru.

Fica quieta, ele queria devolver como resposta, mas a verdade é que se acabar assim como Emilia disse, ele pensou que seria o melhor, já que não haveria nada para se preocupar.


A distância para a Torre de Vigia Plêiades, medida com olhos dele, havia diminuído cerca de alguns quilômetros.

Antes de atravessar o “Tempo de Areia”, quando eles haviam prosseguido de maneira imprudente pelas Dunas de Areia de Augria, a suposta distância visível para a torre de vigia, aparentemente de dez quilômetros, não havia reduzido um quilometro sequer.

Comparado a isso, a redução da distância foi sobrepujante, e poderia ser dito que sua chegada estava bem diante de seus olhos.

Subaru: “Mas tudo vem depois de escaparmos da toca dos Ursos Florais.”

Preenchendo completamente seus campos de visão, o campo florido, acima do mar de areia parecia um santuário majestoso, extremamente abominável.

As plantas tinham suas raízes inseridas no chão, tamanha ecologia natural não estava em lugar algum aqui. Os caules e raízes que flutuavam levemente não estavam crescendo do chão, mas de, nada mais nada menos do que, dos corpos daquelas bestas repulsivas.

“――――”

Quando eles estavam para escapar do território dos Ursos Florais, o que Meili havia instruído a Subaru e os outros era simples: ser o mais silencioso possível.

De acordo com suas observações, os Ursos Florais estavam adormecidos no momento. Eles não iriam acordá-los sem pensar, mas em troca disso, parecia que eles não poderiam ter uma ideia da ferocidade das Majuus ao levantar depois de se manterem deitados.

Meili: “Os maus animais-san estarem ativos é o que há de mais bruuutal. A exterminada Baleia Branca, quando apareceu imediatamente após a névoa, costumava ser a mais raivosa e parecia ser problemática tambééém.”

Essa foi a digressão de que Meili falava em relação à Baleia Branca.

Colocando isso de acordo com esta exposição dela, o exato momento quando Subaru e os outros haviam encontrado a Baleia Branca no Lifaus. Em outras palavras, imediatamente após ela ter despertado, tinha sido o pior momento possível.

Memórias do sofrimento ressuscitaram, ele se enalteceu por ter este desejo dele realizado.

Independente disso――,

Meili: “Ficar irritado quando acorda é comum para todo mundo, humanos, animais e maus animais-san. Por issooo, fiquem cooompletamente quietos. Se vocês fizerem apenas isso, eu vou conseguir de alguma maneira.”

Obedecendo às advertências de Meili, que possuía tamanha força de vontade, assim começou a marcha da linha que havia segurado sua respiração.

A formação de batalha era um substituto para ocasião de conquistar as dunas de areia, o estilo da carruagem de dragão agia de acordo. Como cocheira, repassando as intenções dos Ursos Florais estava Meili e, de acordo com aqueles objetivos Julius fez a carruagem de dragão seguir em frente. Patrasche, no qual Subaru tinha uma boa pegada, se anexava e se destacava da traseira daquela carruagem de dragão e corria em uma linha singular.

“――――”

Sentindo-se dobrar, Subaru, segurando sua respiração, se agarrava ao corpo pequeno de Beatrice. A temperatura corporal dela podia ser sentida, parecia que ela havia enrijecido seu corpo e estava se sentindo nervosa.

Do lado da carruagem de dragão, acima do teto da carruagem de dragão, uma figura estava presente. Uma figura que não precisava ser considerada suspeita, pois a silhueta familiar era de Emilia.

“――――”

Percebendo o olhar de Subaru, Emilia apontou seus olhos de ametista em sua direção e levantou sua mão.

O motivo pelo qual Emilia estava aguardando para uma emboscada daquele jeito no teto, era para que pudesse se mover instantaneamente caso algo acontecesse. Apesar de que Subaru teria preferido que ela ficasse em silêncio dentro da carruagem de dragão, mas sem o apoio das Artes Espirituais de Julius, o único aliado capaz de ataques a longa distância era Emilia. Apesar de que não era como se Beatrice não pudesse ajudar se ela se esforçasse, mas com um único grande ataque, Subaru esgotaria seu tanque.

Era parte do complexo de inferioridade de Subaru que, em termos de força, ele tinha que depender dos outros, para proteger-se também, se ele estivesse presente.

Se não fosse assim, se ele não tivesse que fazer isso, talvez até Rem tivesse…

A fraqueza de pensar dessa forma sempre esteve presente no interior de Subaru.

Subaru: “――~hk.”

“――――”

Com o crescer de tais emoções intransigentes fora de seu controle, a parte de trás da cabeça de Beatrice empurrava sua mandíbula. Ao notar a surpresa de Subaru, Beatrice fungou o nariz.

“Foco no que está à sua frente”, deve ter sido o que ela quis dizer. Olhando de cima mais uma vez, Emilia, também, havia apontado seu dedo na direção de Subaru e ele entendeu que ela estava pedindo para tomar cuidado de maneira similar.

“――――”

Incapaz de expressar compromisso ou entendimento, ele deu um suspiro profundo.

A verdade era que ele queria dar um tapa nas bochechas e alterar suas emoções, mas isso poderia colocar sua vida em risco; uma ação que poderia se mostrar mortal.

E, enquanto os pensamentos desviados de Subaru davam origem a esta resolução, a vanguarda do grupo chegou ao campo florido praticamente ao mesmo tempo.

Meili: “Siga.”

Na hora, Gyan parou de puxar a carruagem de dragão e, a fraca voz de Meili deslizou por entre os estalidos das rodas e foi arremessada em direção ao campo florido.

De primeiro, por não haver nenhuma resposta ao chamado de Meili, Subaru rangeu seus dentes.

Meili: “Siga.”

Mais uma vez, Meili deu a ordem.

Ainda assim, de fato, não havia mudanças no campo de flores. Na situação vexatória, o estômago de Subaru começou a grunhir com algo similar a coceira.

E…

“――――”

Com aquela distorção, o chão, como se estivesse sendo arrancado, o campo florido “surgiu”.

“――――”

Sem pensar, olhando diretamente para a forma da Majuu, a garganta de Subaru travou.

O Majuu chamado de Urso Floral, fazendo jus ao seu nome, possuía a forma de um urso.

A altura do Urso Floral era de talvez dois a três metros. Pernas curtas, mas em contrapartida, braços longos o suficiente para serem arrastados no chão. Seus braços visivelmente escondidos sob a pelagem negra e unhas similares a garras crescendo das pontas, era o que ele entendia.

Da parte de trás das axilas daquele corpo, flores vívidas balançando era o tipo de impressão que era projetada, mas, observando o Majuu de perto, o olhar tendia a se virar para o frontal ao invés da traseira daquele corpo.

Apesar de seu físico estar escondido pela pelagem negra, o que escapava daquele corpo não era cabelo. Bem envolvido, cobrindo o corpo, estavam raízes de flores misturadas perfeitamente. Aparentavam ser veias que flutuavam na pele, as minutas raízes estavam cobrindo o corpo da Majuu.

Subaru: “――~hk.”

No corpo coberto de raízes bem amontoadas, as partes das quais as raízes não alcançavam estavam anormalmente ressecadas, ambas carne e pele tinham murchado. Suas características faciais, seu crânio havia chegado ao limite da desidratação, ao ponto de ser visivelmente óbvio; seus globos oculares protuberantes estavam vermelhos, carregando um ódio por tudo que havia no mundo.

Era como se estivesse sugando a vida das flores que aquelas raízes tinham colado sobre seu corpo.

Os Ursos Florais não podiam coexistir com as flores. Claramente, eles haviam tomado as vidas das flores.

“――――”

O Majuu, que emanava um sentimento insuportável de repulsa apenas por ser visto, obedecia às palavras de Meili com um movimento lerdo.

Lentamente tirando seu corpo do chão, enquanto as raízes eram extraídas do deserto de onde nada podia ser absorvido, milhares de estaladas como acorrentadas soaram.

Para abrir caminho com o intuito de deixar a carruagem de dragão passar, os Ursos Florais que se moviam chegavam as centenas. E como se não houvesse fim, seus números continuavam a aumentar.

Julius: “Hugh.”

Fracamente, o suspiro de Julius era audível, enquanto a carruagem continuava a prosseguir.

Julius, naquele estado, com seus cabelos do corpo de pé devido ao espetáculo na frente de si, devia ter falhado em suportar aquilo. Anexado a traseira da carruagem de dragão, Subaru e os outros entraram no caminho que florescia, aberto pelos Ursos Florais.

Subaru: “……Ugh.”

Exatamente naquele instante, quando o olfato de Subaru cruzou o limiar do território dos Ursos Florais, um aroma violento de flores pôde ser sentido.

Não parecia nem um pouco diferente do momento em que o Minhoca Terrestre da Areia foi confrontado, com uma diferença respectiva na qualidade do aroma, o doce exalar misturava-se na situação e não queria dizer que a eminência de violência havia mudado.

Suas narinas foram invadidas, suas engrenagens intracerebrais simplesmente adquiriram a alucinação de um doce odor.

“――――”

Desenvolvendo uma tontura séria, o fedor repulsivo despertou uma dor de cabeça.

Algo tão exasperador, que ele não se importaria mais com as lufadas de areia comparadas a isso. O aroma tóxico serpenteando pelo seu corpo todo tinha que ser afastado, era o que ele pensava com tamanha seriedade.

Tais desejos de Subaru eram infrutíferos e, na falta de fluxo de vento, o grupo prosseguia ao interior do campo de flores.

Subaru: “――~hk.”

Como se houvesse notado algo, Beatrice puxou a manga de Subaru. Olhando para ela e imaginando o que ela havia pensado; ela estava incessantemente preocupada com algo atrás deles.

Virando-se devido àquele gesto enquanto mantinha a premonição repulsiva em mente, o significado da reação de Beatrice podia ser compreendido.

O espaço nas flores que abriu de acordo com as instruções de Meili, olhando a passagem da carruagem de dragão e Patrasche, de perto até o fim, o cenário estava decerto retornando para o que era originalmente.

As ordens de Meili se realizaram e a carruagem ser capaz de passar nesse ponto em particular à tempo de acordo com as instruções foi possível. Voltando as suas posições originais e entrando em um estado de repouso, poderia esse ser seus objetivos.

Mesmo que eles não tivessem a intenção de voltar, eles ainda seriam incapazes de parar no meio. É claro, repousar no meio do ninho destas Majuus, tal piada não precisava ser feita.

Subaru: “――?”

No momento imediatamente após ele pensar nisso, o avanço da carruagem cessou.

Olhando para a parte da frente, imaginando o que havia acontecido, o motivo por trás da parada carruagem de dragão estava explícito. Um Urso Floral solitário, em frente a carruagem, levantou-se, se manteve parado e virou aqueles olhos vazios na direção dos dois cocheiros.

“――――”

Com apenas aquele realizando movimentos suspeitos, os movimentos dos Ursos Florais na área também começaram a mudar. As patas dos Ursos Florais, os quais haviam, até agora, impassível e obedientemente aberto caminho, pararam, como se copiassem as ações daquele que encarava a carruagem de dragão, seus olhares se acumulavam na carruagem.

… Isso é ruim, foi a sacada intuitiva que Subaru teve.

Olhando para trás, eles já haviam percorrido algumas centenas de metros desde que entraram no campo. Com o caminho atrás bloqueado, era claro que eles foram cercados pelos Ursos Florais de todas as direções. Seus números estavam nas centenas, possivelmente até nos milhares. Uma diferença violenta em números.

“――――”

Pensando tão além, seu olhar se entrelaçou com o de Emilia, a qual estava no topo da carruagem.

Emilia olhava de cima para o Urso Floral à frente, confusa sobre qual ação ela deveria tomar para lidar com isso. Se uma luta, como foi até o momento, poderia ser evitada, então liberar o caminho à frente da carruagem com a mágica de Emilia e atravessar com tudo seria a melhor escolha.

Porém, ela não queria cometer o equívoco de errar o momento e apressar muito as coisas.

Meili: “Shhh――”

E a frente dos outros e de Subaru que estavam confusos quanto ao que fazer, quem estava com a maior compostura era Meili.

Colocando um dedo em seus próprios lábios, ela acalmou o indeciso Subaru e os outros antes de qualquer coisa. Logo após, ela apontou o dedo que havia colocado em seus lábios para a vanguarda, franzindo para o Urso Floral que a olhava.

Meili: “Tch tch tch.”

Um dedo apontando para fora e um som, como se estalasse a língua, surgiu dos lábios de Meili.

Isso era um suspiro, como aqueles que humanos faziam para acalmar gatinhos. Se e o alvo realmente fosse um gato, então causaria uma impressão prazerosa também, porém com os demoníacos Majuus como alvos, não havia nenhuma mitigação sequer.

No entanto, todos os dedos de Meili sacudiram ao som de sua língua e, gradualmente, o foco do Urso Floral se alterou das cocheiras para Meili, e então para os dedos de Meili.

Meili: “Tch tch tch…… tch~.”

Ao mesmo passo, tendo a certeza que o foco do Urso Floral estava no dedo, Meili lentamente balançou sua mão, que tinha seus dedos apontados para o lado direto da carruagem de dragão. Atraído pelo movimento do braço, o Urso Floral, que havia posto a carruagem num impasse, virou seu rosto para aquela direção e se moveu, tomando um único passo.

Subaru: “――Ah.”

Ao notar a conduta do Urso Floral, distanciando-se da carruagem, um suspiro reflexivo escapou da garganta de Subaru.

Emilia ou Beatrice também, que haviam enrijecido seus corpos, também, relaxaram seus ombros em alívio. Quando aquele que havia causado o impasse se moveu, os outros Ursos Floral também tentaram retomar seus próprios movimentos de se distanciar.

No mesmo passo, a marcha através do campo de flores recomeçou… era como deveria ter sido.

“――――~hk!!”

Naquele momento, o fio de tensão se partiu e ninguém mais poderia ser julgado por aumentar sua voz.

De repente, na situação de suportar sob a compulsão dos limites mais altos do impasse, a coisa conhecida como coração não poderia se manter forte. Isso vale para humanos, assim como Dragões da Terra também.

Mergulhado na pressão de perder para um Urso Floral, Gayn, emitiu um grunhido curto e pisoteou o chão com sua pata, como se enraivecido.

Subaru: “Ah mer―― ~hk.”

Com o rugido de Gyan, que abruptamente cortou o silêncio, os Ursos Floral, os quais estavam em um estado adormecido, reagiram todos ao mesmo tempo. Aquele que estava tentando se distanciar da carruagem se virou, esta reação se espalhou por todo ambiente também… os Majuus surgiram e saltaram para a carruagem de dragão colocando suas presas à mostra.

Imediatamente antes…

Emilia: “――El Huma!!”

A mana se materializou rapidamente e a ponta da lança de gelo formada penetrou o crânio do Majuu.

A afiada vanguarda de gelo perfurou sua larga boca, infringindo-se sob sua cavidade oral e quebrando sua nuca. Seu cérebro agitou; o Urso Floral, sem aumentar sua voz, desabou de costas enquanto encarava o extermínio. Pegos naquela energia, diversos Ursos Florais, sem pausa, tombaram de lado.

Subaru: “Corre――!!”

Gritou Subaru, instantaneamente após presenciar o ataque de Emilia, que estava acima da carruagem.

Concordando com aquele chamado, Julius operou as rédeas e a carruagem de dragão começou a correr ferozmente na hora. É claro, Patrasche, também acompanhou, pulando para longe da lateral dos Majuus que se mantinham paradas e disparando selvagemente em uma corrida.

“――~hk!”

Subaru: “Estãovindoestãovindoestãovindoestãovindoestãovindoestãovin――do!!”

Atrasado por uma batida singular, a voz feroz e cruel rasgou no meio a noite das Dunas de Areia de Augria.

O vasto campo de flores foi destroçado na hora, com presas e aparências nuas disformas, o bando preguiçoso de Ursos Florais avançava, mirando com ferocidade a carruagem de dragão.

Beatrice: “Subaru! Segura firme ou você vai ser arremessado, na realidade!”

A alucinação banhando-se em força, era a pressão pela sede de sangue e apetite dos inúmeros Ursos Florais.

Com grossos braços dotados de garras colocadas suspensas, seus ataques sem piedade acertaram Subaru também, que montava no dragão. Um acerto direto e seu corpo seria rasgado facilmente, com força que certeiramente forçaria seus órgãos internos a se protuberarem para fora.

Porém, justo quando estava a ponto de atingi-lo, um brilho branco-azulado apareceu entre ambos e perfurou o Majuu.

Emilia: “Hiy! Yah! Certo ~hk! Você…… esses, Huma~!”

Como sempre, com mana formando-se como em um redemoinho, e sua voz vindo de seu coração, dando a impressão de que a luz branco-azulada estava fazendo uma dança tempestuosa no céu escurecido, essa era a transformação de diversas pontas de lança afiadas direcionadas de cima para o chão.

Aquilo foi, imediatamente após a estagnação de um singular momento, atirado como se houvesse adquirido força propulsora, rasgando os crânios, os braços, os torsos, as pernas dos Ursos Florais, que se aglomeravam em cima da carruagem, em pedaços, dando surgimento a jatos de sangue.

Subaru: “O~o~o~o~h! Como esperado da Emilia-tan! Me apaixonei por você de novo!!”

Emilia: “Essa não é a hora para dizer essas coisas, né! Corre!”

Subaru: “Sim!”

Tendo sua vida salva pela reação de Emilia, Subaru acelerou ainda mais Patrasche.

E com a súbita troca, Emilia estava lidando com a luta com tanta compostura que era de surpreender. Em retrospecto, mesmo que Emilia houvesse evitado de entrar em luta, não era como se lutar intimidasse ela. A tendência de evitar combates dentro dela era a indecisão que havia sido apagada assim que a batalha começou.

Ram: “Barusu, corra até você morrer. Se você não deseja morrer!”

Subaru: “É, claroーー qu-, Ram!?”

A dura luta que Emilia travava, a luz azulada que estraçalhava pela frente da vanguarda da carruagem de dragão e o grupo de Ursos Florais, os quais haviam desviado do caminho, estavam congelados todos ao mesmo tempo.

Com a aceleração de Gyan e o atravessar pela escultura de gelo, sentada no assento de cocheira segurando as rédeas, estava agora subitamente Ram, tendo-se movido do compartimento de passageiro. Subaru esfregou os olhos abertos e deixou seu olhar vagar para Ram, que estava habilidosamente manuseando as rédeas, direcionando o dragão da terra que estava agora em um estado de agitação.

Subaru: “Cadê o Julius!?”

Ram: “Mesmo que não tenha meios de atacar a distância, parecia que ele não seria de muita ajuda se fosse o cocheiro. É por isso?”

De relance, Ram olhou em direção à traseira com o chamado de Subaru. Atraído para aquela linha de visão e olhando para trás, Subaru sentiu-se estupefato.

Mordendo a areia, atrás da carruagem de dragão com as rodas soando, agarrado a um daqueles ornamentos, balançando a espada de cavaleiro, estava a figura de Julius, limpando os Majuus que se aproximavam.

Julius: “Preocupar a Emilia-sama com tais responsabilidades não pode ser feito também, entende.”

Subaru: “Isso foi pra mim!?”

Julius: “Isso seria――”

Colocando um basta para suas palavras ali, Julius fez sua espada de cavaleiro se encontrar com as garras dos Majuus que se aproximavam. O corte que decapitava passou por entre os espaços daquelas garras, profundamente trespassando os braços dos Ursos Florais. No mesmo ritmo, a ponta dançante da espada perfurava as gargantas dos Majuus, que deixavam escapar gritos e como que um lampejo, lhes proporcionava a morte por destruir seus troncos cerebrais.

Aquela dança, com destruição mínima, era verdadeiramente jovial.

Julius: “Errado.”

Esmagando sucessivamente os Majuus, Julius terminou de responder para Subaru enquanto limpava a espada. Subaru fez uma cara fechada àquele gesto, sentindo o gosto de reafirmação e um senso de derrota.

Simplesmente tendo colocado Emilia para tomar conta dos distantes, fazer a limpa dos que estavam por perto era trabalho de Julius. Se essa estrutura continuasse, a preocupação relacionada a carruagem poderia ser deixada para depois.

Ou melhor, o problema era, ao invés de outras questões, mas neste percurso.

Subaru: “Beako, será que dá para você aguentar?”

Beatrice: “Subaru também, tome cuidado para não ficar sem energia, eu suponho――!”

Acima de Patrasche, erguendo seu corpo, Subaru segurava as rédeas com uma mão, e Beatrice, armada, com a outra fazendo seu corpo pequeno ficar em cima do dragão.

E firmemente segurando as mãos um do outro, algo pulsou no interior das vísceras de Subaru. Aquele algo, aparentando sedimentar, carregava calor e lentamente fluía do corpo de Subaru para o de Beatrice.

Beatrice: “Minya!”

Os cristais de violeta materializaram com o cântico, mirando os Majuus que bloqueavam o caminho a frente do nariz do Dragão da Terra. Mira precisa, avanço momentâneo, o resultado era visível imediatamente após.

Soando como um vidro se partindo, o ataque mágico atingiu diretamente os Majuus e os cristais se fragmentaram. Porém, no momento seguinte, os corpos das Majuus também se fragmentaram similarmente.

Subaru: “Certo, bom trabalho, Beako!”

Beatrice: “Mas não pode disparar imprudentemente, na verdade! Economizando com cuidado…… Minya!”

Subaru: “E aquilo de economizar com cuidado!?”

A força de batalha de Beatrice dependia da mana restante em Subaru.

Para opor a ameaça sobrepujante que avançava, até Beatrice não poderia deixar de se comprometer. Provando o aparente gosto da derrota, como se sua alma estivesse sendo encurtada por cada ataque mágico, Subaru, falante e calmo, apaziguava o nervosismo de Beatrice.

É claro, tamanha consideração era claramente visível para Beatrice.

Meili: “Aaah, para, para! Por que tinha que ter sido assiiim! Isso, poderia ter sido superadooo!”

E aquela que havia se mantido em silêncio até agora, a artilharia final levantou-se e pisou.

Uma cocheira, tendo estado sentada ao lado de Ram, Meili, com seus olhos lacrimejando, analisou o enxame de Ursos Florais amontoando-se ao redor enquanto ficava vermelha. E ela apontando um dedo para as Majuus que não a obedeciam.

Meili: “Eu vou dar uma lição nos maus, maus animais-san! Venha, Minhoca Terrestre da Areia!”

Subaru: “――Sem chance!?”

Imediatamente após Meili fazer bico e declarar como criança, o deserto que havia sido revirado graças à aparição dos Ursos Florais e, com a parte de baixo da areia mexida subsequentemente, um grande objeto surgiu.

Engolidos dentro da gigante besta que puxava todo seu corpo do subterrâneo, incontáveis Ursos Florais arrastados foram lançados aos céus. Caindo na areia de uma altitude elevada, os Majuus tinham seus ossos quebrados, enquanto que os Ursos Florais azarados, que estavam diretamente acima a boca monstruosa, foram devorados.

Lançando-se enquanto rasgava o deserto, aquele que causava tal devastação sob o campo de flores repulsivo era aquele Minhoca Terrestre da Areia.

Elevando o fedor, com uma voz estranha cortando o crepúsculo, Minhoca Terrestre da Areia determinou os Ursos Florais agarrados a carruagem como suas presas, saltando com aquele corpo gigantesco, retalhou e os destruiu na hora.

Meili: “Vaiii, Minhoca Terrestre da Areia! Esmague todos, tooodos!”

Subaru: “Ei, tá falando sério! Táfalandosériotáfalandosériotáfalandosériotáfalandosério, eieiei!”

O peso, capaz de criar tremores no chão, contorcia-se pelo mar de areia, e os lamentos dos Ursos Florais sendo esmagados pela pressão daquele ser gigantesco ecoava. Ursos Florais também não possuíam um corpo pequeno de maneira alguma, mas eles não podiam competir com as formas dos Minhoca Terrestre da Areia, cujo comprimento total podia estar bem acima dos dez metros.

As massas sobrepujantes transformaram-se em um mar de colisões, com os Ursos Florais sucessivamente se transformando em corpos.

Em uma circunstância que era uma batalha decisiva entre monstros a esta altura, Subaru não tinha palavras apropriadas para tal.

A magia de Emilia e de Beatrice, a esgrima de Julius, o talento incomum de Meili que limpava o caminho, a carruagem e Patrasche rapidamente prosseguiam pelo campo florido.

Meili: “Aaah! O Minhoca Terrestre da Areia estááá!”

O grito agudo de Meili foi ouvido.

Observando isso, o Minhoca Terrestre da Areia, possuído por um grande número de Ursos Florais que tinham suas garras cravadas naquele ser gigante, estava soltando largas quantidades de fluídos corporais de todo seu corpo, desabando no chão.

A pele externa do pegajoso e molhado Minhoca Terrestre da Areia não era algo tão duro quando o de cobras ou insetos. A pele que suportava o corpo macio facilmente se tornou presa para as garras, um lamento de morte agonizante reverberou pelo mar de areia.

Meili: “Próximo! Próximooo! Continuem vindooo!”

Assim que um único gigante desabou, Meili apertou suas mãos com o rosto pálido. E, atraído por isso, mais uma vez a areia foi levantada e um Minhoca Terrestre da Areia diferente se apresentou.

Desta vez haviam seis ao mesmo tempo, porém, comparado com o primeiro, eles eram duas vezes menores e se fossem cobertos pelo enxame de Ursos Florais, eles seriam caçados em um piscar de olhos.

Subaru: “Nesse ritmo…… ~hk.”

Eles seriam empurrados para fora com aquele amontoado de violência. Com um sentimento de desesperança terrível, Subaru desesperadamente olhou ao redor por algo que pudesse ajudá-los a quebrar este enquadro. E, ele notou.

A torre de vigia que havia estado tão distante, estava perto o suficiente para ser dito que estava diante de seus olhos.

Subaru: “Só falta mais um pouco! Se conseguirmos continuar neste ritmo…”

Não era como se os Majuus fossem desistir com isso, mas parecia que havia um poder aterrorizante lá.

Naquele momento, não era como se ele pensasse que tinha algo de especial.

Porém, se eles fossem chegar até a torre, ele sentia como se ali houvesse a força para sair dessa situação.

O espírito da esperança estava se agarrando ao que podia. E na realidade, aquilo não estava errado.

Subaru: “Desse jeito…”

No entanto, aquela força não era algo tão conveniente.

Era o martelo de ferro que caía incessantemente imparcial, sob os camaradas insolentes que se aproximavam da Torre de Vigia Plêiades.

“ーー?”

Abrindo seus olhos desesperadamente, apoiando Beatrice enquanto se segurava em Patrasche, Subaru franzia para a torre de vigia a sua frente.

Suor pingava, no momento em que ele apertou seus olhos, Subaru sentiu um singelo desconforto.

O núcleo da torre, algo estava visível ali, como se brilhasse.

Subaru: “O que é……”

Aquilo, ele foi incapaz de terminar de pronunciar a última palavra.

“――――”

… O brilho atravessou os céus, a mira decisivamente acertou diretamente no crânio de Subaru.

Naquele momento, tudo acima do pescoço de Subaru Natsuki explodiu por causa do ataque, evaporando com a mesma consciência.

“――――”

Ali não havia ninguém presente que pudesse observar ou elevar suas vozes, para a trágica cena de um singular momento.

Por algum motivo, aqueles que haviam observado e, aqueles que teriam gritado, foram completamente puxados para cima por raízes e galhos.

O Dragão da Terra que havia perdido sua cabeça, dando origem a um alerta, desabou.

Pegos pelo vigor da carruagem tombando para o lado, os corpos humanos que haviam de fato perdido seus crânios foram pulverizados, esmagados sob a pressão, transformados em pedaços de carne.

Apenas a poça de sangue permanecia na areia e a areia seca absorveu o sangue derramado pelos corpos.

Não demorou, gradualmente, lentamente, as finas partículas de areia arrastaram tudo que apodrecia para sua barriga, escondendo-os ali.

As flores de sangue, como se fossem as únicas que presenciaram sua jornada, deixaram suas cores vívidas à mostra.

Mas até mesmo essas flores de vermelho escuro desapareceram na areia que engolia areia eternamente.

… Aqui, o grupo encontrou a aniquilação.

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