Re:Zero – Começando a Vida em Ou... Cap. 27 — Campo de Treinamento em Outro Mundo

Depois de enxugar as lágrimas, Subaru partiu com Emilia, e dessa vez, o corredor por onde andava tinha um fim apropriado. Ele foi então levado a um jardim familiar do lado de fora da mansão.

As irmãs gêmeas também tinham afazeres na mansão, então se despediram no caminho para o jardim.

“Uau, é enorme…! A mansão é grande também, mas isso aqui parece mais um campo do que um jardim, hein.”

O jardim da mansão de uma pessoa rica, um lugar frequentemente usado como cenário para almoços ou jantares em mangás e animes. Subaru soltou um suspiro de admiração enquanto olhava ao redor do grande jardim e imediatamente começou a fazer alongamentos para se preparar.

“Esses movimentos são bem estranhos. O que você está fazendo?”

“HÃ!? Alongamento não existe aqui? Se você não soltar os músculos antes de se mexer, vai acabar lesionando os ligamentos antes que perceba! Pode até romper o tendão de Aquiles, ou algo assim!”

“Hmm, não acho que já tenha visto algo assim. Mas é verdade que você pode se machucar facilmente se se mover de repente sem se aquecer antes.”

“Eu não sabia que as pessoas desse mundo não faziam alongamento. Bom… então que tal eu ensinar? Os autênticos exercícios de aquecimento da minha terra natal, passados de geração em geração!”

Impressionada com a confiança de Subaru, Emilia respondeu hesitante com um “T-tudo bem, só por um pouquinho, então.”

Subaru pediu para ela ficar ao seu lado. Depois que os dois se alinharam, de frente para longe da mansão, respiraram fundo sob o sol que brilhava sobre eles. “Exercício Dois de Radio Taisō! Vai! One-two one-twooo.”

“Une, o quê, sério!?”

“Estique os braços à frente e toque o céu! Siga meus movimentos, me acompanha!” Enquanto incentivava a confusa Emilia, Subaru executava a famosa rotina de Radio Taisō de sua terra natal. No começo, Emilia parecia perdida e tentava imitar os movimentos dele, mas logo foi se empolgando e acabou se concentrando nos exercícios com um olhar sério. Quando terminaram, ela respirou fundo e… “E no final, levante as mãos bem alto e diga: victory!”

N/T: Radio Taisō é uma ginástica leve, criado pelo governo japonês.

“Bi…bictori”

“Aí sim, esse é o espírito! Nada mal para a primeira vez. Emilia-tan recebe o título de ‘Novata em Ginástica’. Continue se esforçando! Fight”

N/T: “Fight”, significa lutar.

Em outro mundo, a vida de Subaru como instrutor de Radio Taisō havia começado. Emilia, sua memorável primeira aluna, soltou um suspiro com um olhar perdido diante do entusiasmo sem fim de Subaru.

“Apesar do que você disse agora há pouco, Subaru, é verdade que esses exercícios foram eficazes, porque sinto minha mana circulando pelo corpo.”

“Então espero que espalhe a palavra! Mas só com a condição de que a música e o ‘victory!’ sejam incluídos juntos.”

A música e o “victory!” tinham que vir em conjunto. Isso era inegociável para Subaru.

Sentindo-se pressionada pela atitude incomumente séria de Subaru, Emilia assentiu com a cabeça. “Vamos ver… une-to une to?! ”

“Não! É  one-two one-twooo!”

Eles passaram um tempo dizendo “one-two one-twooo” um para o outro, mas Subaru decidiu que era melhor escrever a letra no papel no fim das contas.

Depois de chegar a essa decisão, Subaru se deu conta de que as pessoas desse mundo talvez não entendessem as palavras que ele escrevesse. Pelo menos por enquanto, ele não conseguia ler as letras deste mundo.

“Talvez eu devesse dar uma olhada nisso depois, hein. Eu só sei escrever em japonês, um pouco de inglês e alguns caracteres gal, mas…”

Subaru havia dominado o alfabeto Gal depois de passar um tempo surpreendentemente dedicado estudando. Embora nunca tenha realmente conseguido usá-lo, o que fazia parecer que foi uma perda de tempo.

“Mesmo assim, você está em boa forma, Subaru.” Emilia murmurou de repente para Subaru, que estava girando os pulsos e tornozelos e estalando as articulações.

Para Subaru, apesar de já ter sido visto nu por ela, mesmo que tenha sido por razões médicas, ele não conseguia evitar ficar envergonhado quando Emilia o observava de cima a baixo.

Lembrando do constrangimento extremo que sentira dez minutos atrás, Subaru coçou a cabeça. “Bom, mais ou menos. Já que sou um recluso, pelo menos devia me exercitar um pouco.”

“Bem, eu não sei o que é ‘recluso’, mas tenho certeza de que Subaru vem de uma família reaaalmente boa. Não te ensinaram artes marciais?”

“Não, eu sou de uma família de classe média bem normal mesmo, mas de onde você tirou isso? Eu pareço ter alguma elegância nobre?!”

“Você deve estar reaaalmente curioso.”

Subaru disse “Vamos ouvir então.” e levantou as mãos de forma brincalhona.

Em seguida, Emilia rapidamente agarrou ambas as mãos erguidas de Subaru. A garota mexia vigorosamente em suas mãos, e ele soltou um “ahh” ao sentir a garganta travar. “Esses dedos… é por causa da aparência da sua pele e do seu cabelo. Essas mãos são muuuito diferentes das de um plebeu. E esses músculos… não parecem ter vindo de trabalho braçal…” Ela continuou mexendo nas mãos dele, fazendo-o corar o tempo todo, mas ainda assim, ele se sentia satisfeito.

Ela apontava aspectos do cabelo, da pele e outras coisas que ele nunca havia mencionado antes, o que o fez perceber ainda mais sua própria tolice.

A mente de Subaru girava a mil enquanto ela falava sobre aspectos da aparência dele que não eram comuns entre os plebeus dali. Enquanto isso, ela continuou, “Cabelos pretos e olhos pretos. É uma característica comum entre os migrantes do sul, também pode ser vista em Lugnica. Nunca vi ninguém com essas características, mas talvez alguns criados no passado…? Até essa roupa foi feita com um material que nunca vi antes… Acertei?”

Diante do Subaru em silêncio, Emilia sorriu como se estivesse orgulhosa de si mesma.

Enquanto era cativado pela bela aparência de Emilia, Subaru assentiu com seriedade e refletiu sobre o que ela havia dito. “Se é verdade ou não… não é, mas como posso explicar sem te machucar?”

“Mesmo que eu esteja errada, você tem que dizer claramente, senão vou ficar reaaalmente envergonhada.”

“Tá tudo bem. Eu não me importo, tô sendo ignorante por vários motivos. Que tal a gente só ser amigos e ficarmos envergonhados juntos!”

“Eu não me lembro do nosso relacionamento ser tããão íntimo a ponto de nos embaraçarmos assim sem medo um do outro. Não tô indo a lugar nenhum só especulando, então vou perguntar de forma direta. De onde você veio, Subaru?”

Uma pergunta que varreu toda a vergonha e estranheza da situação, Subaru só conseguia pensar, hmm.

Subaru sentia que poderia dizer honestamente “Eu fui invocado de outro mundo” ali, mas dizer isso só o faria parecer um maluco.

Num mundo cheio de possibilidades, um maluco não seria simplesmente expulso, mas ao olhar para a seriedade de Emilia diante dele, Subaru teve a impressão de que viraria uma estátua de gelo se desse uma resposta ruim. “Então… acho melhor usar o Plano de Desvio B.”

“É reaaalmente nojento você ficar murmurando desse jeito. Vai ou não vai responder à minha pergunta?”

“Claro que tenho uma resposta! E é super! Mas infelizmente… eu não tenho as respostas pra essas perguntas… É que… eu tenho amnésia e não sei nada sobre mim mesmo!”

“Você disse que seu nome era Natsuki Subaru.”

“Ah, merda! Você não dá trégua! Continua avançando sem vacilar!”

“Entããão, não vai me dar uma resposta direta. Bom, não vou forçar se você não quiser responder.”

Surpreendentemente, Emilia deixou Subaru escapar dessa sem muita insistência, enquanto ele ainda se perdia nos pensamentos sobre o comportamento dela. Ela soltou uma única palavra, “Agora…” e tirou um cristal verde que estava preso em sua blusa.

“Ah, isso é…”

“É um cristal onde os espíritos habitam. Você já conhece o Puck, né?”

“O gato cinza que desapareceu quando mais precisávamos dele, né? E que não sabe o que eu fiz depois daquilo porque estava tirando uma soneca, né?”

Era o cristal que abrigava o espírito que havia desaparecido durante a batalha com Elsa. Essa era a primeira vez que Subaru o via neste mundo, mas ele já tinha dado uma espiada nele em um ciclo anterior.

O cristal verde de repente começou a brilhar, como se respondesse às críticas maldosas de Subaru. E então… “Infelizmente, eu ouvi tudinho da Lia depois que a confusão acabou. Eu não durmo o tempo todo, Subaru.”

A luz que escapava do cristal se reuniu e gradualmente formou uma pequena silhueta. A cabeça apareceu, depois o tronco, e então os membros, todos cobertos de pelos. Alguns segundos depois, um pequeno gato bípede surgiu na palma da mão de Emilia.

“Oiê. Bom dia, Subaru. Um belo dia hoje, hein.”

“Pra mim foi uma noite e manhã bem agitadas. Tive que lidar com corredores em loop, vontade de fazer xixi e o pior de tudo, minha pureza foi roubada, então não posso mais me casar com a Emilia-tan…”

“Não use palavras tão fortes.”

Depois de ser repreendido assim, Subaru respondeu com um vago “Tá bom!”

Emilia fechou os olhos como se tivesse se resignado, e então olhou para Puck, que ainda estava em sua mão. “Bom dia, Puck. Me desculpa por ter te feito passar por tudo aquilo ontem à noite.”

“Bom dia, Lia. Mas me sinto mal pelo que aconteceu ontem. Quase te perdi. Não sei como agradecer o suficiente ao Subaru por isso.” Puck olhou para Subaru com seus olhos redondos, inclinando a cabecinha para trás. “Eu deveria te agradecer. Se tiver algo que queira que eu faça por você, é só me dizer. Posso fazer quase qualquer coisa por você.”

“Então me deixe tocar no seu pelo sempre que eu quiser.” Subaru também respondeu imediatamente a Puck.

A velocidade da resposta foi a mesma, mas talvez o conteúdo tenha sido surpreendente. Não foi só Puck quem arregalou os olhos, mas também Emilia, que ouvia tudo. Ela pareceu um pouco nervosa. “Espera, você não pode pensar um pouco antes? Eu sei que ele parece pequeno e frágil, mas o poder do Puck é realmente impressionante.”

“É meio estranho, mas sim. Eu sou um espírito bem poderoso, apesar da aparência, então não me importo se você for um pouquinho ganancioso.”

“Para um amante de pelos de primeira como eu, o direito de acariciar seu pelo sempre que quiser é simplesmente impagável. É algo que pode elevar a mente de uma pessoa a um nível superior e purificar até a alma mais desolada.”

Enquanto dizia isso, Subaru aproveitou seu direito recém-conquistado e começou a brincar à vontade com Puck, que estava na palma da mão de Emilia, começando pela barriga, depois o queixo e até as orelhas. “Uau, essas orelhas são incríveis! Essa fofura é viciante!”

“Hmmm, o que é legal no Subaru é que ele é sincero. Consigo ler vagamente sua mente, então sei disso,” disse Puck com diversão, brincando com os dedos dele.

Emilia soltou um suspiro distinto de exaustão diante da brincadeira dos dois. “É tããão cansativo tentar entender você, Subaru.”

“Você não pode desistir. Coisas da vida, como relacionamentos, são construídas com um espírito de compreensão mútua. Mas não pense que vai ser fácil me entender, viu?”

“O que é isso? Isso é reaaalmente frustrante,” respondeu Emilia.

Subaru cruzou os braços e virou o rosto enquanto olhava para Emilia com um olho só. Vendo a atitude dela, que mostrava seu descontentamento, Subaru tomou uma decisão sobre o futuro.

E então, ela salvou Puck do bombardeio de carinhos de Subaru. Com um leve aceno de mão, virou-se em direção aos arredores do jardim. “Bom, vou conversar com os espíritos agora, então Subaru, hmmm, pode ir ali capinar em silêncio?”

“Entendido! Capinar é tão empolgante, então vou dar o meu melhor! Mas eu não vim pro jardim pra isso, né?!”

“Tô brincando, tô brincando,” disse ele, rindo ao ver o cabelo prateado dela desaparecer à distância. Então Subaru se agachou no chão e começou a se alongar.

Subaru já tinha feito seus alongamentos matinais, então, além disso, ainda podia fazer sua rotina diária de treino muscular. Como havia pulado o treino no dia anterior, fazia sentido compensar com o dobro de exercícios.

Cem flexões, cem abdominais e cem agachamentos.

Esse era o tipo de regime de treino que Subaru fazia todos os dias em casa, mesmo sendo um recluso que vivia com os pais. Às vezes ele até balançava uma espada, ou algo parecido, mas normalmente fazia apenas essas três séries de exercícios.

Enquanto isso, Subaru fazia flexões, abdominais e agachamentos, tudo enquanto suava.

Depois de descansar um pouco, Subaru fez mais uma rodada de exercícios. Fazer cada série levava cerca de dez minutos, mas ele levava seu treino muito a sério e o fazia todos os dias.

“Sinto que tá faltando algo. Se eu tivesse uma espada de madeira ou algo assim pra treinar…”

“Aqui está, senhor.”

“Por favor, use isto, senhor.”

As irmãs empregadas apareceram do nada e ofereceram uma espada de madeira para Subaru treinar.

Subaru ficou surpreso com a gentileza delas e, depois de aceitar a espada com um respeitoso “obrigado”, elas desapareceram sem deixar rastros. De qualquer forma, agora ele tinha uma espada de madeira para treinar, exatamente como havia desejado.

O formato da espada seguia o estilo das espadas de duas mãos comuns naquele mundo, um pouco diferente do que ele estava acostumado. No entanto, espada era espada, e os fundamentos de como usá-la eram os mesmos, não importando o formato, material ou tamanho.

Ele a balançou levemente para testar, e decidiu que o peso estava perfeito.

“Graças a Deus que existem empregadas faz-tudo. Enfim, faz tempo que não balanço uma espada, então vamos lá!”

Preparar e cortar! Preparar e cortar!

Subaru só havia sido membro do clube de kendo durante o ensino fundamental, mas ficou tempo suficiente para alcançar o primeiro dan, ou seja, uma graduação básica. Então, ao menos era proficiente nisso e poderia progredir com a prática. Com esses pensamentos em mente, continuou a balançar a espada repetidas vezes, e quanto à precisão de seus golpes, ainda era tão boa quanto na época do clube.

“Esse é um mundo de fantasia onde se usa magia junto com espadas, então será que isso vai ser útil?”

Enquanto Subaru continuava seu treino, sentia o suor escorrendo da testa como uma cachoeira e pingando sobre a grama.

Subaru se lembrou da batalha que aconteceu no Armazém de Mercadorias Roubadas. A imagem de Reinhard e Elsa chocando lâminas com faíscas voando ainda estava vívida em sua mente.

Então se imaginou entrando em cena empunhando sua espada de duas mãos.

“Tome isso, Elsa! Seus atos malignos acabam aqui!”

Ele se lançou para o ataque, mas foi derrotado instantaneamente com um corte no abdômen.

Tentou novamente, mas dessa vez se imaginou sendo pego no caminho de um poderoso golpe de espada de Reinhard… Também não acabou bem, pois se viu sendo transformado em cinzas, como se tivesse sido cremado na hora.

Subaru concluiu que, por mais que tentasse, seria impossível  conseguir um “cheater” ou virar um personagem apelão, ele era uma pessoa comum.

“Será que isso tudo vale a pena…? Bem…”

Carregando a espada de madeira no ombro, Subaru parou por um momento para olhar na direção de Emilia e ver como ela estava.

Ele a viu sentada na grama verde, com as pernas esticadas à sua frente, conversando sobre algo com Puck, que estava apoiado em seu braço.

Subaru pensou que a pessoa com quem ela conversava era Puck, no entanto, “Se meus olhos não estão me enganando, parece que a Emilia-tan está cercada por luzes fracas.”

Dentro do espaço ao alcance da garota de cabelos prateados sentada, Subaru percebeu que o ar estava envolto por um brilho tênue e enevoado. Ao redor dela, pequenas luzes multicoloridas flutuavam e cintilavam como vaga-lumes.

Era uma visão misteriosa e fantástica.

Não parecia ser uma cena na qual mortais deveriam interferir. Era como um santuário sagrado onde apenas seres celestiais tinham permissão para entrar.

“Uau, isso é incrível. Então todas essas coisinhas brilhantes são espíritos?”

“Hã?”

Subaru falou casualmente com Emilia enquanto ela conversava com os espíritos, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Emilia não conseguiu conter a surpresa com o aparecimento repentino de Subaru, seus olhos se encheram de lágrimas como se reagissem ao susto.

E essa mudança repentina em seus sentimentos se espalhou para os espíritos ao redor dela.

“Ah não, agora estou encrencado…”

Várias luzes tênues começaram a flutuar de um lado para o outro, tentando se esconder atrás de Emilia para fugir do campo de visão de Subaru.

Subaru sentiu como se tivesse espantado um bando de pombos num parque.

“Você é incrível, Subaru. Normalmente, seria preciso muita coragem só para tentar tocar em um espírito,” disse Puck.

“Ou seja, você tá dizendo ‘você tem sorte de me ter por perto’, né? Eu sei! Não consigo imaginar minha vida sem você, cócegas, cócegas, cócegas.”

Subaru atacou Puck de surpresa, que ainda estava no braço de Emilia, o qual enrijeceu em resposta às suas ações e começou seu ataque de cócegas. Enquanto fazia isso, inclinou a cabeça em direção a ela, que continuava sem palavras, e aproveitou para brincar com os fios de seu cabelo prateado com os dedos. “O que foi? Se continuar distraída assim, seu broche vai ser roubado de novo.”

“Não cutuca onde dói! Não foi isso que eu quis dizer. Só fiquei suuuper surpresa.” Emilia culpou Subaru por sua própria falta de atenção enquanto enxugava as lágrimas com os dedos. Os espíritos balançaram para cima e para baixo como se concordassem com ela,

e Emilia respondeu com um “Ora, vejam só, vocês estão bem animadinhos.” enquanto observava a reação deles.

“Beeeem, é a primeira vez que vejo um espírito na vida, então é meio empolgante pra mim. E também não pareciam perigosos.”

“Eu estava controlando eles, então estava tudo bem. Se fosse um usuário inexperiente de artes espirituais, os espíritos fugiriam e… pá!”

Emilia tentou assustá-lo com a voz, mas só conseguiu soltar um “pá” no final da frase, como se não tivesse vocabulário suficiente pra achar uma palavra melhor. Subaru ouviu atentamente, deu de ombros e olhou para Puck. “Exagero total, né.”

“O que pode haver de perigoso numa luz fofa e brilhante daquelas?”

“Mhm. Por exemplo, eu poderia te transformar em pó em questão de segundos.”

“Me desculpa se te ofendi!” Subaru imediatamente mergulhou em posição de prostração, expressando sua gratidão.

Puck riu, acenando com sua pequena mão, enquanto Emilia fazia um biquinho com os lábios por causa da diferença de tratamento. “Por que você não me trata assim também… Hein! Puck?”

“Será que é por causa da diferença de idade…?” respondeu calmamente, acariciando a barba. Emilia suspirou e desistiu de insistir no assunto, talvez por causa do jeito calmo e gentil de Puck.

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