Re:Zero – Começando a Vida em Ou... Cap. 23 — Começando a Vida em Outro Mundo do Zero

“Hã?”

O ar diante dele parecia distorcido, e ele teve a impressão de que o ambiente estava ficando mais escuro.

Além disso, a temperatura, que já estava baixa por causa de toda aquela magia de gelo, caiu ainda mais, fazendo Subaru se encolher enquanto tremia.

E então…

“Eh, hã, ei.”

“Com licença… Me empresta seu ombro um pouco.”

Subaru entrou em pânico ao apoiar a garota de cabelos prateados que agora se escorava nele.

O corpo delicado dela estava absurdamente quente, e o coração de Subaru disparou, mas por um motivo totalmente diferente dos anteriores. Ainda assim, esses sentimentos sumiram no instante em que ele viu a expressão dela.

Sua respiração era rápida e superficial e parecia estar sofrendo, como se estivesse com uma febre muito alta.

“O que houve? Você tá mal de repente…?”

“Não é isso. Minha mana… Você entende, não é?”

Eu não entendo nada.

Ele quis cruzar os braços e declarar isso, mas não era hora pra isso.

E o principal motivo que selou suas palavras não foi o peso apoiado em seu ombro, mas sim a mudança na atmosfera da sala e quem estava no centro disso.

No meio do recinto, Reinhard segurava a espada de duas mãos em uma postura baixa.

Na verdade, ele estava segurando desde que a luta começou. Mas ainda assim, era apropriado dizer que agora sim ele havia realmente empunhado a espada.

Isso mesmo. O “Santo da Espada” Reinhard só agora havia desembainhado sua lâmina.

“A caçadora de entranhas, Elsa Granhiert.”

“Da linhagem dos santos da espada, Reinhard Van Astrea.”

A aura esmagadora de sua espada envolvia o ambiente, e o espírito de luta deles fazia o ar ao redor tremer.

Elsa se apresentou lambendo os lábios, e Reinhard respondeu com um aceno firme.

Naquele lugar que já tinha se tornado uma ruína, a assassina vestida de preto e o herói com roupas leves se encaravam. O metal que iria colidir era, de um lado, uma faca encharcada de sangue do outro, uma velha espada de duas mãos enferrujada ainda assim, Subaru engoliu seco.

Tendo se apresentado mutuamente, os dois agora se enfrentariam em um duelo.

O brilho daquela cena era digno de um verso saído direto de uma epopeia.

“!!!”

Houve um grito sem fôlego. Seria de Elsa, Reinhard ou do próprio Subaru, como esperado? Era impossível saber.

Mas o resultado era claro para os três.

Uma luz brilhante cortou o ar dentro do galpão saqueado que havia perdido o teto e dividiu o espaço ao meio.

Parecia que o mundo em si havia se desencadeado. Aquela luz extrema deixou o ambiente branco por um instante, e então o mundo mudou quando a luz se dissipou.

O espaço distorcido começou a retornar ao normal, e o impacto daquele poder tão grande que distorceu até o próprio ar agora se manifestava como vento.

A ventania engoliu os espólios, os móveis e os entulhos, lançando tudo violentamente, e Subaru se agarrou com força a Não-Satella e Rom para protegê-los da destruição colateral.

“Nuwaaah!! Que diabos é issoooo?!”

Ele não entendia aquela onda de choque, mas sabia muito bem o que a causou.

Com toda sua força, Reinhard desferiu um único golpe com a espada, só isso já bastou.

Gritando enquanto suportava o vento e a dor, Subaru resistiu. Por fim, a tempestade cessou, e o som de coisas caindo ao chão junto com os estalos do prédio anunciavam o fim daquilo tudo.

Jogando de lado um pedaço de trapo decorativo que havia caído sobre sua cabeça, Subaru checou o estado dos dois que tentou proteger. Parecia que sua cobertura não tinha sido perfeita Rom tinha sido respingado com algo que parecia leite, mas Subaru deu um desconto pra isso.

“O que você quer dizer com ‘caçar monstros é minha especialidade’? Você que é o monstro aqui!”

“Até eu me magoo com palavras assim, Subaru.”

O causador de toda essa destruição, Reinhard, se virou e disse isso com um leve sorriso.

Seu cabelo ruivo flamejante estava bagunçado pela tempestade, e até seu rosto, normalmente tranquilo estava suado. Quanto à espada de duas mãos que segurava.

“Forcei demais. Pode descansar em paz.”

Ela desintegrou em suas mãos. A fraca fabricação da lâmina não aguentou o golpe de Reinhard.

Um ataque tão forte a ponto de destruir uma lâmina de aço. E Elsa, que o recebeu de frente.

“Nem um pedacinho sobrou… Talvez seja até bom ela ter sumido completamente assim.”

Na sequência do corte que parecia ter dividido o mundo, realmente não havia nada sobrando.

A destruição havia arrasado o balcão próximo à entrada, junto com os assentos. A onda de choque atingiu até o pátio em frente ao prédio. A ventania violenta derrubou boa parte da estrutura, e até agora parecia que o prédio poderia desabar a qualquer momento.

Naturalmente, o ponto onde Elsa estava também estava dentro do alcance do golpe. A figura esguia dela, vestida de preto, não podia ser vista em lugar nenhum. E não havia nem o que comentar sobre o poder absurdo de Reinhard.

“Mas com isso…”

Alongando o corpo rígido de tensão, Subaru soltou um grande suspiro.

E como se quisesse confirmar a realidade que ainda não acreditava, pensou na pessoa ao seu lado.

A garota de cabelos prateados encostada em seu ombro embora ainda respirasse com dificuldade, seus olhos ametistas encontraram o olhar de Subaru quando percebeu que ele a observava.

“Acabou?”

“É, por um triz mesmo, no sentido mais literal da palavra.”

Respondendo à pergunta que ela fez com fraqueza, Subaru a ajudou a se levantar. Com isso, a cabeça de Rom, que estava em seu colo, caiu no chão, mas isso não importava muito.

Tendo se levantado, ela ajeitou o cabelo e se afastou de Subaru, embora ainda parecesse instável sobre as pernas.

Agora que Não-Satella havia saído de perto dele, Subaru a encarou com atenção.

“Por que tá me olhando assim? Isso é beeeem rude, sabia?”

“Você ainda tem a cabeça, e claro, os membros também.”

“… Isso não é óbvio? Pode parar de dizer umas coisas tão assustadoras?”

Provavelmente ela não entendia o que ele sentia.

Enquanto ela o encarava com olhos reprovadores, ele levantou o polegar e mostrou os dentes num sorriso.

“É verdade, né? É óbvio. Eu também ainda tenho meus membros, e não tem nenhuma faca enfiada nas minhas costas, nem um buraco gigante na minha barriga!”

“Você fala como se tivesse realmente passado por isso.”

E passou. Foram momentos absurdamente difíceis.

Por causa da própria inutilidade, Não-Satella perdeu a vida, Rom perdeu um braço e a cabeça, e Felt foi dilacerada. Foi realmente cruel.

“Falando nisso, Reinhard. Ainda não te agradeci. Você me salvou de verdade. Até naquela hora no beco, você deve ter ouvido o grito do meu coração, amigo.”

“Eu ficaria muito orgulhoso se realmente pudesse fazer isso, amigo.”

Reinhard deu de ombros com uma expressão levemente desconfortável e apontou com o queixo para certa direção.

Seguindo seu gesto, Subaru olhou na direção indicada.

“Oh.”

A visão da pessoa ali fez com que seu rosto se abrisse num sorriso sem querer.

Na entrada destruída do galpão, à sombra de uma pilastra que ainda resistia de pé, uma garota de cabelo loiro chamativo e um dentinho torto os observava timidamente.

“Ela correu pelos becos desesperadamente. Depois me pediu ajuda. Foi graças a ela que consegui vir. Depois disso, só cumpri meu dever como cavaleiro.”

“O dever de um cavaleiro, hein. Isso inclui demolir prédios antigos também?”

“Você não acha que tá sendo meio duro, Subaru?”

Reinhard colocou a mão no peito como se aquilo tivesse doído.

Agora que ele havia causado tanta destruição, sua simpatia inalterada até assustou um pouco. Em outras palavras: ikemen de verdade é outro nível.

N/T: “Ikemen” é uma gíria japonesa usada para descrever um homem bonito e estiloso.

“Aquela garota é…”

Não-Satella, ainda trêmula, também notou a presença de Felt.

Subaru entrou na frente como se tentasse impedir que ela visse Felt.

“Espera, espera. A gente provavelmente teria morrido se ela não tivesse chamado o Reinhard, sabia? Então, só por consideração à minha carinha, por favor não transforma ela numa estátua de gelo.”

“Eu não seria tão violenta. E… consideração pela sua carinha?”

Não-Satella esfregou a testa, exasperada.

Até esse gesto dela trazia alegria para Subaru.

Eles estavam vivos e em termos minimamente bons. Por isso, podiam brincar assim. Parecia meio enganoso, mas era basicamente o desfecho que Subaru esperava.

“O resto depende da minha negociação, hein… Totalmente pouco confiável!”

“Que que deu em você agora? Todo atrapalhado assim é beeeem vergonhoso.”

As palavras dela cortavam fundo, e Subaru colocou a mão no peito como Reinhard fizera antes. Mas nele, o gesto só o deixou ainda mais ridículo, sem um pingo da elegância de Reinhard.

Vendo a troca entre os dois, Reinhard sorriu gentilmente. Ele então acenou para Felt, que os observava em silêncio, e começou a andar na direção dela.

Observar sua postura nobre de costas não causava inveja em Subaru. Ele apenas suspirou. Essa era a diferença entre quem tinha tudo e quem não tinha nada.

Apesar da cautela, Felt parecia grata pela ajuda. Ela não tentou fugir quando Reinhard se aproximou.

Subaru achou a cena até fofa enquanto os observava.

“Subaru!”

Quando Reinhard gritou subitamente para ele, Subaru percebeu que ainda não estavam a salvo.

“!!!!”

Um pedaço de entulho de madeira explodiu, e uma sombra negra surgiu por baixo dele.

Os cabelos pretos da figura dançavam no ar enquanto ela se impulsionava no chão, acelerando, pingando sangue por todo o caminho.Apertando com força uma kukri amassada, Elsa correu em silêncio em direção a eles, coberta de sangue.

“Você!!”

A assassina havia mantido a vida ao desviar de alguma forma daquele golpe inacreditável, e seus olhos agora estavam cheios de escuridão absoluta.

A intenção assassina que emanava dela era a mais intensa até então, e fez gelar a espinha de Subaru.

Ela os alcançaria em meros segundos, e nesse tempo, os pensamentos de Subaru corriam a mil.

Uma faca amassada. Um golpe instantâneo. Ela provavelmente estava apostando tudo em um único ataque. Reinhard não chegaria a tempo. Se eu conseguir sobreviver só a esse golpe, o Reinhard cuida do resto. A Não-Satella nem teria tempo de se virar. Quem é o alvo? Dessa terceira vez, eu vou protegê-la.

Protegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeprotegeproteeege!!

“Ela vai mirar no estômago, ela vai mirar no estômago, ela vai mirar no estôôôôôôôômago!!”

Ele empurrou a Não-Satella para longe e imediatamente ergueu o porrete que ainda segurava para proteger o abdômen…Impacto.

A força por trás do golpe horizontal era tamanha que mais parecia um ataque bruto e pesado do que um corte.

O impacto em seu abdômen o tirou do chão e ele sentiu o mundo virar de cabeça para baixo ao cuspir sangue.

Seu campo de visão girava. Na verdade, era seu corpo que girava, tendo sido arremessado.

Ele não fazia ideia de quão longe havia voado, e acabou se chocando contra a parede completamente indefeso.

“Esse pirralho de novo.”

Elsa estalou a língua em frustração ao olhar para Subaru, que ela havia lançado.

Ela então se virou para a Não-Satella, que estava completamente paralisada, mas…

“Já chega, Elsa!”

Reinhard havia voltado, e ela percebeu que continuar lutando seria inútil.

Ela lançou a kukri que segurava contra Reinhard, embora estivesse completamente torta por conta do golpe final em Subaru. Ela não o atingiu por causa da proteção divina da evasão de flechas dele.

“Um dia, abrirei o ventre de todos nesta sala. Então, cuidem bem dos seus intestinos.”

Isso deu tempo suficiente para Elsa saltar sobre os escombros e fugir.

Persegui-la agora, com ela pulando de telhado em telhado, exigiria esforço demais. Não querendo mais lutar, Reinhard deliberadamente ficou para trás, optando por não ir atrás dela.

Após vê-la desaparecer na distância, ele correu até a garota de cabelos prateados.

“Você está ferida?”

“Isso não importa agora, né?! Mais importante!”

A preocupação surgiu no belo rosto de Reinhard, mas ela o ignorou e forçou suas pernas trêmulas a se moverem até a parede até Subaru, que havia caído de cabeça para baixo.

“Ei, você tá bem?! Foi imprudente demais!”

“S-Siiiim… N-Não foi nada. Esse era exatamente o momento de agir como um imprudente, sabe? Eu era o único que podia me mexer, e soube na hora onde ela ia atacar.”

Subaru ergueu a mão ao ver o rosto preocupado de Satella se aproximando, e então massageou suavemente o abdômen atingido. Estava terrivelmente machucado, ao levantar o agasalho viu que tudo ali havia se tornado roxo.

‘Ugh’, ele mostrou a língua diante daquela visão horrível, depois rolou de lado e usou o embalo para se levantar.

“Dessa vez ela foi embora de verdade, né?”

“Peço desculpas, Subaru. Isso aconteceu por causa da minha negligência. Se você não estivesse lá, o resultado teria sido muito pior. Se algo acontecesse com ela, eu…”

“Para para para para! Nem diga mais nada! Eu já estava me achando todo importante, se até essa parte for entregue a outra pessoa, não vai sobrar nada pra eu receber como recompensa.”

Subaru interrompeu o pedido de desculpas de Reinhard e sorriu quando ele se calou. Em seguida, virou-se lentamente para a garota de cabelos prateados e encontrou seu olhar.

Ela se mexeu levemente, e então se levantou. Estavam a dois passos de distância, ele poderia tocar ela se estendesse a mão. Foi uma caminhada longa e árdua até chegar ali, pensar em tudo isso fez as emoções transbordarem dentro dele.

Quando Subaru fechou os olhos repentinamente e ficou em silêncio, parecia que ela queria dizer algo.

Mas antes que pudesse abrir a boca, Subaru apontou o dedo para o céu.

Com a mão esquerda na cintura e a direita erguida para o alto, ignorou completamente os olhares surpresos ao redor e disse em alto e bom som:

“Meu nome é Natsuki Subaru! Eu sei que tem um monte de coisa que você quer dizer e perguntar, mas deixa tudo isso de lado por agora e me escuta!”

“O-O quê…?”

“Agora há pouco, eu salvei sua vida te protegendo daquela lâmina maligna! OK?!”

“O-okei?”

“Significa ‘entendido’. Então, estamos de boa nisso?!”

Subaru contorceu o corpo nas formas das letras O e K, e em resposta a garota respondeu ‘O-Okay’ com um leve tremor.

Subaru assentiu animadamente e continuou, como se pressionando por uma resposta.

“Quem te resgatou, o salvador da sua vida, fui eu. E a heroína que foi salva foi você. Então, naturalmente, eu deveria receber uma recompensa à altura, certo? Certo?!”

“… Eu entendi. Se for algo que eu possa fazer, tudo bem.”

“Então, eu só tenho um pedido. Só um.”

Subaru ergueu um dedo e o apontou para ela, enfatizando ainda mais suas palavras. Depois, remexeu os dedos, deixando-a um pouco inquieta, então pigarreou e lançou um sorriso malicioso quando ela assentiu com uma expressão preocupada.

“Certo, meu pedido…”

“Sim.”

Mostrando os dentes e estalando os dedos, ergueu o polegar e fez uma pose:

“…Quero que me diga seu nome.”

Seus olhos se arregalaram, sua expressão era de espanto.

A sala ficou em silêncio por um instante, e Subaru começou a tremer levemente enquanto mantinha sua pose.

O sentimento que havia ignorado mais cedo voltou à forma de uma vergonha extrema, mas ele não podia vacilar antes de ver a reação dela. Isso seria o pior clichê desse tipo de situação.

Então permaneceu em silêncio e esperou pela resposta da garota.

Estava preparado para qualquer coisa, fosse blocos de gelo, estacas ou até um raio congelante. Ah, ele preferia mesmo não ter que lidar com o raio congelante.

“Fufu.”

Enquanto os pensamentos de Subaru se tornavam cada vez mais dramáticos, foram abafados pelo som suave de uma risada.

Com a mão nos lábios e as bochechas levemente coradas, a garota sorriu enquanto seus cabelos prateados balançavam suavemente.

Não era um sorriso de resignação, nem um sorriso pálido e passageiro, e com certeza não era um sorriso sombrio preparado para o pior. Ela simplesmente sorriu porque estava feliz, só isso.

“Emilia.”

“Eh…”

Diante da palavra que ela disse após o riso, Subaru apenas soltou um leve suspiro.

Vendo essa reação, ela endireitou a postura e sorriu com malícia, levando um dedo aos lábios.

“Meu nome é Emilia. Só Emilia. Obrigada, Subaru.”

“Por me salvar.”, disse ela enquanto estendia a mão.

Subaru olhou para a mão clara e a tocou timidamente. Seus dedos eram finos, a palma pequena, uma mão delicada e incrivelmente quente, a mão de uma mulher com sangue pulsando por ela.

Obrigada por me salvar.

Ela não era a única que queria dizer isso. Subaru também. Ela foi a primeira a salvá-lo. Tudo isso significava apenas que ele finalmente conseguiu retribuir.

Ele foi massacrado três vezes antes de alcançar esse momento.

Depois de toda aquela dor, toda aquela tristeza, todas aquelas memórias horríveis, depois de lutar até o fim com a vida em risco, sua recompensa foi o nome dela e um sorriso.

Ah, sério.

“Isso não é nem de longe o suficiente.”

Dizendo isso, Subaru também sorriu enquanto apertava firmemente a mão da garota da Emilia.

Esse teria sido um bom momento para encerrar as coisas, mas…

“De qualquer forma, fico feliz que você esteja bem, Subaru.”

Ele provavelmente esperou Subaru terminar sua conversa com Emilia.

Tendo sido forçado ao silêncio, Reinhard agora expressava algumas palavras surpresas pela segurança de Subaru.

Talvez isso significasse que, até para alguém como ele, o ataque final de Elsa parecia devastador.

Subaru pressionou levemente o abdômen dolorido e então apontou para o porrete no chão.

O porrete com pontas serviu como um excelente escudo, como sua aparência grossa e resistente sugeria.

Talvez esse não fosse o propósito dele, mas mesmo assim.

“Foi porque consegui usar isso para bloquear a tempo. Se não fosse por ele, meu tronco estaria partido ao meio agora.”

“É, se não fosse por isso.”

Ele não teria evitado o BAD END 4, Subaru sorriu com naturalidade e Reinhard sorriu de volta, pegando inocentemente o porrete,

“Hã?”

Em sua mão, parte do porrete deslizou devido ao corte limpo que o atravessava, produzindo um som opaco ao cair no chão.

Agora que estava dividido em dois, seus dias de serviço haviam chegado ao fim.

Reinhard olhou lentamente na direção de Subaru com olhos aflitos.

Seguindo o olhar dele, Subaru sentiu uma má premonição ao levantar o agasalho. Seu tronco estava completamente roxo de hematomas como antes, mas havia uma diferença.

Havia uma linha vermelha atravessando tudo.

“Ah, isso é ruim. Até eu sei o que acontece agora.”

A dor aguda veio primeiro.

No instante seguinte o abdômen de Subaru se abriu ao meio, fazendo jorrar uma enorme quantidade de sangue.

“Ei, Subaru?!”

Subaru ouviu a voz desesperada de Emilia bem ao seu lado.

Ah, finalmente ouvi o nome verdadeiro dela, e agora parece que isso pode ser o fim.

Mas mesmo assim, provavelmente eu volto aqui de novo.

Seu campo de visão se inclinou. Talvez seu corpo tenha desabado.

Reinhard também parecia apavorado, e o rosto delicado de Emilia se aproximava, com uma expressão de dor e angústia.

Aah, até em pânico ela é fofa, uma verdadeira fantasia de outro mundo.

Com essa impressão final, parecida com uma certa outra vez, a dor aguda e o choque varreram sua consciência como ondas violentas.

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