Tendo chegado a esse ponto, Subaru decidiu que enrolar só pioraria a impressão dela sobre ele.
Também havia o fato de que Elsa estava rondando a área, então ele queria terminar isso o mais rápido possível. No entanto, isso fez com que Felt se tornasse ainda mais cautelosa.
Ela colocou a mão no peito, provavelmente onde estava guardando a insígnia.
Felt: “Como você sabe que eu roubei uma insígnia? Não imagino que quem a solicitou tenha vazado a informação, e eu acabei de roubar. Certamente não é o tipo de coisa que se ouve por aí.”
Subaru: “Agora que você mencionou, isso foi muito impaciente. Como fui descuidado!”
Felt: “… Não dá para negociar com os outros se mostrar a própria mão tão facilmente. Só foi apertar um pouco que já serviu para ceder.”
Enquanto Subaru enfatizava seu erro impensado, a hostilidade deixou o rosto de Felt.
Ele se agachou com a cabeça apoiada nos joelhos e Felt se ajoelhou para encontrar seu olhar enquanto ela falava: “Então?”
Felt: “Você quer comprar esta insígnia, não é? Você não está com a mulher que fez o pedido, certo? Um rival de negócios ou algo assim?”
Subaru: “Acho que poderia chamá-la de rival de negócios, mas provavelmente há uma montanha de coisas que não batem com isso, sabe?”
Felt: “Não entendi. Bem, de qualquer forma, não me importo com isso.”
Enquanto Subaru agonizava sobre como se livrar dessa, Felt parecia indiferente enquanto ria. Ela então extraiu a insígnia dracônica de seu seio.
Em sua mão estava a insígnia, a joia dentro dela brilhando em vermelho. Ela a balançou diante dele, como se para exibir.
Felt: “Vou vendê-la para quem me oferecer o preço mais alto. Mas se eu rejeitar o pedido, aquela mulher provavelmente vai ficar brava.”
Felt: “É até possível que ela enlouqueça, mas… não se preocupe, estou apenas falando comigo mesma.”
Deixando de lado essas palavras que só complicariam as coisas, Subaru mais uma vez pigarreou e fez uma expressão séria.
Subaru: “Então, vai me permitir negociar por isso?”
Felt: “Vou ouvir qualquer um, desde que possam me dar algum lucro. Isso não é óbvio?”
Subaru: “Mas que vontade forte… Vou oferecer um item que vale mais do que vinte moedas de ouro sagrado. Gostaria de usar isso para comprar sua insígnia.”
Felt: “Hmm, entendo. Está fazendo uma oferta, hein. Isso certamente recompensaria meus esforços… Mas sua rival também está oferecendo isso, sabe?”
Subaru: “Ah, tá. O acordo era de dez moedas de ouro sagrado. Excesso de ganância vai acabar te matando, sabe? Isso é sério.”
Praticamente falando, ele pensou que provavelmente foi por isso que o primeiro massacre aconteceu. Causa da morte: ganância.
Já que ele sabia o valor exato, ela devia ter pensado que seus truques não funcionariam. Depois de arregalar um pouco os olhos, ela coçou a cabeça, resignada.
Felt: “Hein, você sabe até disso?… Isso mesmo, eram dez moedas de ouro sagrado. Mesmo assim, quando ela descobrir que tem um rival, é provável que ofereça mais, não acha?”
Subaru: “Estou falando sério, sabe?” – As bordas dos lábios da garota de talvez quatorze ou quinze anos se curvaram para cima.
Ela com certeza é astuta, enquanto Subaru sentia certo grau de admiração por sua ousadia, também estava animado com a perspectiva de negociar a partir de uma posição superior.
Subaru: “Devo supor que você não daria ouvidos se eu te pedisse para fechar o negócio aqui e agora?”
Felt: “É óbvio. Quero dizer, o que você disse antes também é bastante suspeito. Definitivamente não ouvi mal, e o que você disse não foi que tinha vinte moedas de ouro sagrado, mas sim algo que vale esse tanto. É injusto que apenas um dos lados saiba quais cartas estão sendo usadas na negociação, não acha?”
Subaru: “Acho que o que realmente importa em uma negociação é o quanto você pode se preparar com antecedência, mas… suponho que também seja verdade que você não pode tomar uma decisão sem saber o que tenho.”
Ele não queria perder tempo com ela resmungando.
Tomando uma decisão, ele puxou o item chave da negociação, seu telefone celular, do bolso da camisa.
A visão da engenhoca fez com que Felt erguesse um pouco a sobrancelha, mas foi só isso. Como sempre, ela realmente não se importava, a menos que houvesse uma conexão clara com dinheiro.
Felt: “Isso deveria valer vinte moedas de ouro sagrado? Não me parece nada diferente de um espelho de mão ou algo assim.”
Subaru: “Este é um daqueles ‘Meteoros’ que estão atualmente na moda. Isso pode congelar um momento no tempo. Tudo bem, agora dê uma olhada: oito NATSUKI FLASH!!”
Subaru ativou o modo de disparo contínuo, fazendo com que sons mecânicos e flashes de luz emanassem em rápida sucessão.
Uma luz branca encheu o beco, e quando a luz a cobriu, Felt reagiu aos sons e flashes com um grito nada feminino.
Subaru ficou feliz por ter obtido uma reação melhor do que da última vez, e rapidamente colocou a tela diante dela, quando parecia que ela queria reclamar. Seus olhos vermelhos acabaram arregalados de surpresa.
Subaru: “Este é o poder deste meteoro. Ele pode produzir imagens requintadas dessa maneira. E se você me deixar adicionar um discurso de relações públicas, esse é o único desse tipo no mundo. Então, o que acha?”
Quando Subaru olhou para ela com orgulho, Felt resmungou em resposta. Ela examinou o telefone na mão dele de perto e, depois disso, acenou com a cabeça em compreensão.
Felt: “… Não parece que você está mentindo. Mas isso deveria ser eu? Você disse que produzia uma imagem clara do mundo, mas acho que sou mais bonita do que isso.”
Subaru: “Tenho a sensação de que você tem uma boa base, mas quando a apresentação está tão ruim, não há realmente nada a ser dito… Se nós te limpássemos e colocássemos algumas roupas bonitas, você seria uma pessoa totalmente diferente, com certeza.”
Felt: “Essa atitude condescendente e a maneira como você terminou a frase me irrita… Meio que me faz querer nunca mostrar isso.”
Ele a provocou desnecessariamente, mas a atitude de Felt parecia favorável.
Mas, bem, o fato de esses moradores da favela não concordarem facilmente com os planos dos outros era um de seus pontos fortes.
Felt sorriu sadicamente com sua expressão orgulhosa.
Subaru: “Admito que você tem algo incomum aí, mas ainda não está claro se vale a pena, sabe? Deixe-me avisá-lo, não sou tão cabeça-dura para aceitar tudo o que a outra parte diz, não vou acreditar que essa coisa custa vinte moedas de ouro sagrado com tanta facilidade.”
Felt: “… Bem, isso é óbvio. Eu realmente não me importaria se seu cérebro fosse uma esponja, mas suponho que precisamos da opinião de terceiros.”
Teria sido bom manter as coisas funcionando e resolver isso logo, mas ele já esperava que isso não funcionasse. O problema era quem usar como terceiro.
Felt: “Nas profundezas das favelas, existe um lugar chamado casa de saquê. O lugar é conforme sugerido pelo nome, acho que seria mais rápido perguntar ao vô Rom lá dentro. Ele avalia bem as coisas, sabe? Ele tem alguma experiência, então também deve ser capaz de avaliar um meteoro.”
Subaru: “Então chegamos a esse ponto…”
Ele também esperava que ela acabasse sugerindo isso.
Da perspectiva dela, a casa de saque era o lugar onde deveria encontrar Elsa, e também um lugar onde tinha um guarda-costas com quem poderia contar, caso as coisas ficassem violentas.
Quando também adicionava a avaliação do meteoro, não havia outra escolha. Apesar disso, Subaru realmente queria resolver isso antes de chegarem à casa de saque.
Subaru: “Não vejo problema no velhote avaliando, mas…”
Felt: “Você está chamando ele de velhote, mesmo sem conhecer. Pode acabar se arrependendo disso, sabe? Se for rude, ele fica realmente muito mais assustador.”
Subaru: “Embora ele pareça idolatrar uma certa garota que fala demais, dando leite e um monte de outras coisas para ela…”
Isso era claramente irrelevante, mas Subaru sentia como se ele fosse um vozão apaixonado pela neta.
Apesar de tudo, o problema não era a pessoa, mas o local.
Subaru: “Não pode chamá-lo aqui ou algo assim? Você pode usar meu telefone, caso queira.”
Felt: “Mesmo se você dizer isso, não faço ideia do que devo fazer.”
Subaru: “Ah, é verdade. De qualquer forma, só tenho o número da família e tal aqui.”
E para preencher sua lista de contatos vazia, ele também tinha a delegacia de polícia, corpo de bombeiros, ambulância, serviço de anúncio de horário, boletim meteorológico etc. Era como orgulho da solidão.
Felt: “Não sei qual é o seu problema, mas se você está com pressa, vamos lá logo. Mas quero fazer uma coisa primeiro.”
Subaru: “Quer fazer uma coisa?”
Felt: “Ah, a dona foi muito mais persistente do que o esperado, foi bem chato de fugir, então eu queria sabotá-la. É só dar um pouco de dinheiro para os caras daqui que eles vão fazer isso, felizes da vida.”
Subaru: “Tudo bem, vamos, vamos logo, agora, em um instante!”
Quando Felt começou a andar, Subaru começou a empurrar seus ombros por trás e a conduziu rapidamente para a casa de saque.
Felt: “Mas que diabos?” – Ela fez beicinho quando Subaru a apressou, parabenizando-se por minimizar os danos desnecessários.
Para tentar impedir a Não-Satella enquanto ela perseguia sua insígnia, havia um limite para o quão longe poderia ir com um pouco de dinheiro. Se isso significava ser atingido pelo gelo e se contorcer de dor, provavelmente seria melhor ficar em casa segurando o estômago vazio.
Subaru: “Mas faremos com que ele analise rapidamente e fecharemos o negócio na hora.”
Felt: “Cara, pra que essa pressa toda? E, tipo, você também está suando sem parar,viva resistente.”
Subaru: “Parece que todo mundo por aqui diz isso, é um slogan ou algo assim?!”
Subaru achava que isso devia ser substituído para ser “duro na queda”.
Deixando essas impressões para trás, ele se dirigiu à casa de saque pela terceira vez, neste quarto mundo.
Ele sairia na mesma hora. Sairia correndo de lá. Iria embora, mesmo se tivesse que deixá-los para trás.
Tendo tomado esta decisão consigo mesmo, Subaru disparou enquanto empurrava os ombros diante dele com força.
Felt: “Isso machuca.”
Felt: “Isso machuca!”
Ele levou um chute.
Rom: “Para os ratos?”
Subaru: “Onde vendem bolas de ácido bórico? Veneno.”
Rom: “Para os esqueletos?”
Subaru:: “Cavar é muito mais difícil do que esperava, hein. Armadilhas.”
Rom: “Para o nobre dragão que somos?”
Subaru: “Provavelmente existe mesmo, já que este é um mundo de fantasia, mas se eu fosse realmente enfrentá-lo, definitivamente não seria capaz de fazer nada. Mas certamente me fascina, então eu quero encontrá-lo. Não posso enganar este meu coração vacilante, mas não posso dizer que não gosto disso. Montes de merda.”
Rom: “Você não pode simplesmente dizer a senha sem adicionar toda essa porcaria?! Você é chato demais!”
A porta se abriu por dentro com tanta força que parecia que tinha sido chutada, mas Subaru previu isso e rapidamente saltou para trás para evitar danos.
Havia um gigante parado ali, alto demais para a porta e rosnando de frustração. Era o velho e careca Rom, com quem Subaru já estava familiarizado. Seu rosto estava vermelho, parecia que sua pressão arterial havia disparado.
Subaru: “Se ficar com muito sangue na cabeça, você vai acabar com um aneurisma. Isso é muito perigoso, mesmo com a medicina moderna.”
Rom: “Se você sabe que é ruim para mim, então não me irrite! Qual é o seu problema?! Hoje tenho que manter o local vazio, então você não vai entrar! Você não pode! Bem feito!”
Rom bateu os pés de uma forma bem imatura. Mas, o que apagou o sorriso de seu rosto foi…
Felt: “Aah, desculpa. Esse cara também é um dos meus convidados. Deixe-o entrar, vô Rom.”
Felt estava escondida atrás de Subaru.
Ela olhou para Rom com simpatia enquanto os ombros dele caíam de decepção. Ela então lançou um olhar de soslaio para Subaru, cuja expressão estava apática enquanto ele assobiava.
Felt: “Você tem uma personalidade horrível, hein. Você é o pior, e isso pra não falar coisa pior.”
Subaru: “De alguma forma, acabo querendo provocar as pessoas. Parece que tudo brilha quando a bagunça começa, sabe… Achei que tivesse descoberto minhas tendências M, mas descobri que também sou um S…? Não são o ataque e defesa perfeitos?!”
Felt: “Não sei e parece que seria melhor não saber, então não estou ouvindo. Estamos entrando, Rom.”
Felt passou por Rom, que estava baixando a cabeça, e entrou na casa de saque como se isso fosse completamente natural.
O olhar de Rom em busca de uma explicação foi ignorado, então ele virou seu rosto confuso para Subaru. Subaru acenou com a cabeça para seu rosto enrugado.
Subaru: “É por isso que as pessoas egocêntricas são problemáticas. Companheiros comuns como nós simplesmente ficam para trás, hein?”
Rom: “Eu gostaria de começar do zero, de quando estava ensinando o significado das palavras para ela… Entre logo.”
Rom parecia ter desistido de tudo enquanto encolhia descuidadamente seu corpo gigante e voltava para dentro. Seguindo-o, Subaru também entrou, recebido pelo interior empoeirado.
Ainda cauteloso, deu uma olhada para dentro, mas felizmente não parecia que Elsa ou Não-Satella estavam à espreita.
Felt casualmente sentou-se no balcão, bebendo um pouco de leite, como se fosse a dona do lugar. Ela notou seu olhar.
Felt: “O que foi? Só tem esse frio, então não vou te dar.”
Subaru: “Sua falta de vergonha não te incomoda em nada, hein. Vou tomar um pouco de bebida, velhote.”
Rom: “Você é tão desavergonhado quanto ela! Não vou te dar nada! Nada!”
O chão rangeu sob o corpo gigante de Rom enquanto ele corria para o outro lado do balcão para esconder uma caixa que parecia conter suas bebidas. Sua turbulência quase inspirou pena, e Subaru riu em resposta: “Só pode ser brincadeira”.
Subaru: “Entendo, então é aí que está o álcool. Agora que sei onde está, já é praticamente meu…”
Rom: “Você está dizendo isso em voz alta! E pensar que quer roubar a bebida do dono da casa de saquê, você não cansa de ser baixo?!”
Subaru: “Woah… Você vai me fazer corar. E não é como se eu mesmo fosse roubar. Vou contratar a Felt.”
Felt: “Foi mal, vô Rom. Não posso recusar um trabalho.”
Rom: “Ninguém vai ficar do meu lado?! Esta não é a minha casa?!”
A essa altura, ele estava realmente preocupado com a pressão arterial de Rom, então decidiu parar de provocá-lo.
Felt parecia desapontada, já que estava começando a gostar, mas Subaru a dispensou com um sorriso insinuante e se virou para o balcão.
Ele não queria se sentar nesses assentos por mais tempo do que o necessário, então foi direto ao ponto.
Subaru: “Certo, velhote. Acabamos desviando do assunto, mas vamos logo ao ponto.”
Rom: “Parece que a culpa foi toda sua, mas… O que você quer?”
Subaru: “O que eu quero pedir é uma avaliação, basicamente. Eu gostaria que você colocasse um preço neste meteoro que eu trouxe e garantisse seu valor para a Felt.”
Os olhos cinzentos de Rom ficaram sérios quando a conversa mudou para os negócios.
Ele olhou para Felt para confirmar isso e voltou seu olhar para Subaru depois que ela assentiu.
Seus olhos sugeriram que queria ver o item, e Subaru o tirou do bolso.
O que primeiro chamou sua atenção foi a aparência metálica. Parecia um brinquedo em suas mãos enormes enquanto o manuseava suavemente.
Rom: “Um meteoro, hein. Nunca vi um antes.”
Subaru: “Provavelmente só existe uma coisa assim no mundo. Além disso, é muito delicado, então manuseie com cuidado. Se quebrar, vou ter que morrer, sério.”
Ou seja, uma nova tentativa.
Enquanto apalpava o lado externo, ele gentilmente abriu o celular. O som de inicialização foi a primeira surpresa, e o papel de parede foi a segunda.
Rom: “Esta imagem é…”
Subaru: “Pensei que era o momento perfeito, sabe. Para mostrar como essa coisa é eficaz, decidi usar uma foto da Felt como papel de parede.”
O papel de parede do telefone tinha sido definido como uma das fotos de Felt que ele havia tirado recentemente.
Ele escolheu a que achou mais bonita, e a qualidade da imagem também era decente, então achou muito boa de se olhar.
Rom comparou a foto com a verdadeira Felt, que estava bebendo leite bem ao lado dele.
Rom: “Que surpresa. Não acho que haja nada por aí que possa produzir uma imagem tão excelente.”
Subaru: “É um meteoro que sela um momento no tempo, sabe. Um humano não poderia desenhar nada nem perto disso, certo? Eu também poderia te fotografar, se você quiser.”
Rom: “Estou interessado, mas também é um pouco assustador. Não encurta a vida nem nada assim, certo?”
Subaru: “Independentemente da era e do mundo, olhar para uma imagem traz esse tipo de superstição à mente, hein…”
A reação de Rom parecia pertencer ao período anterior ao Taisho. Ao lado dele, as orelhas de Felt se ergueram quando começaram a falar sobre expectativa de vida. Subaru os tranquilizou respondendo: “Você viverá até os oitenta muito bem, mesmo se for fotografado”, e então usou a função de câmera para fotografar Rom.
Rom cantarolou enquanto olhava para a foto.
Fazer isso diante de seus olhos provavelmente foi suficiente para uma demonstração das habilidades do telefone. Para começar, ele já sabia, por experiência própria, que a impressão de Rom sobre o telefone seria favorável.
Rom: “Isso é definitivamente algo incrível. Se eu estivesse vendendo isso, pediria pelo menos quinze… Não, vinte moedas de ouro sagrado. É isso que vale.”
Talvez seu espírito de contrabandista tivesse sido estimulado, seus olhos brilhavam.
Ele negociava com mercadorias roubadas, e Subaru se perguntou se tal ocupação era realmente algo para se orgulhar, mas ele ainda estava aliviado ao receber o selo de aprovação de Rom.
Subaru se virou para Felt, suas narinas dilatadas enquanto seu rosto se enchia de orgulho.
Subaru: “Bem, é isso que estou lhe oferecendo. Como eu disse, um item que vale mais do que vinte moedas de ouro sagrado. Gostaria de trocar isso pela sua insígnia.”
Felt: “Parece que você faz essa cara com frequência, isso é irritante.”
Talvez infeliz porque as coisas correram como ele esperava, a expressão de Felt era de desagrado. Mas, ainda assim, isso não mudou o fato de que isso significava que ela tinha uma sorte inesperada surgindo em sua direção.
Seu olhar se moveu em direção ao telefone celular na mão de Rom.
Felt: “Bem, estou definitivamente feliz agora que tenho a garantia de que essa coisa pode me render algum dinheiro. Parece que também não preciso duvidar da sua reivindicação de vinte moedas de ouro sagrado. Tudo bem, aceito a carta que você está jogando.”
Subaru: “Sério?! Certo, as negociações correram sem problemas. Vender isso depende de você, boa sorte! De qualquer forma, estou com pressa, então vou me despedindo…”
Ele se aproximou de Felt com pressa e estendeu a mão, esperando a insígnia.
No entanto, sua palma foi gentilmente afastada.
Quando Subaru ergueu a sobrancelha, Felt aproximou seu rosto do dele.
Felt: “Espere um momento. Por que tanta pressa?”
Subaru: “Parece que estou com pressa? A-Além disso, seu rosto está muito próximo.”
Felt: “O quê, você é do tipo que fica tímido quando uma garota se aproxima?”
Subaru: “Nah, você provavelmente passou um bom tempo sem tomar banho, então está fedendo demais.”
Ela deu um soco na mandíbula dele na mesma hora.
A dor de morder a língua levou lágrimas aos olhos de Subaru enquanto ele recuava.
Felt: “Você com certeza não pega leve com as garotas, hein?!”
Subaru: “E você, não aguenta uma piadinha?! Agora estou sangrando aqui!”
O corte em sua boca foi bastante profundo, e o gosto metálico fez lembrar de algumas sensações desagradáveis.
O rosto de Felt ficou vermelho e ela o cobriu com o cabelo na altura dos ombros.
Felt: “Realmente estou cheirando…”
Subaru: “Eu só disse isso para esconder meu constrangimento, é o que eu gostaria de dizer, mas não posso mentir para mim mesmo.”
Ele virou o rosto, ainda com os olhos marejados, e desabou no local, sua forma lacrimejante parecendo bastante afeminada. A trivialidade desse ato fez Felt esquecer da raiva, ela simplesmente respirou fundo e levou os dedos à testa.
Subaru: “Tudo bem. Espera um pouco. Vamos voltar ao que estávamos falando. Calma, respira.”
Subaru: “Ao que estávamos falando, hein. Sim, isso mesmo. Por enquanto, acho melhor começar a limpar a área da cama. Tem bastante lixo por lá, então mesmo quando você está dormindo, o fedor…”
Felt: “Que tal esquecermos meu fedor e voltarmos para o outro assunto?!”
“… Você… Claro, agora mesmo…”
Ela chutou para frente, envergonhada, e acertou a mandíbula de Subaru, devido à posição em que ele estava agachado. Ele não mordeu a língua desta vez, mas ainda não tinha parado de sangrar, e o segundo impacto fez com que ainda mais sangue jorrasse.
Subaru: “Engolir muito sangue me faz sentir terrivelmente mal…”
Felt: “Se você aprendeu a lição, leve nossa conversa mais a sério. Bem, voltando ao nosso retorno ao assunto em questão, vou perguntar de novo, por que você está com tanta pressa?”
Ela extinguiu a raiva de sua expressão e parecia o mais fria que pôde ao perguntar isso.
Rom leu o clima e permaneceu em silêncio, então não poderia pedir ajuda a ele. Subaru encolheu os ombros em resignação.
Subaru: “A vida não dura para sempre. Cada segundo é precioso, não quero desperdiçar nenhum…”
Felt: “Aah, tá bom, certo. Já chega disso. Ei…”
Subaru tentou encobrir as coisas, mas Felt o parou no meio do caminho.
Semicerrou seus olhos vermelhos e, com uma atitude imparcial, ela finalmente foi ao cerne da questão.
Felt: “Para começar, por que você quer essa insígnia?”
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