Uma tênue luz azul. Enquanto observava à distância as ondas semelhantes à água administrarem a cura, Reinhard soltou um suspiro tão fraco que ninguém o notou.
Seu perfil bonito estava bastante abatido e suas roupas estavam um pouco gastas pela batalha. Sua figura diante dos destroços era tal que uma imagem dela por si só já seria uma obra-prima.
No entanto, apesar de seu brilho objetivo, de seu ponto de vista subjetivo, sua própria inadequação lhe causava tamanha frustração que nenhuma palavra poderia descrever.
Mesmo agora, Emilia estava se esforçando ao máximo para curar Subaru. O ferimento que ele havia recebido foi causado pela brecha criada pela presunção de Reinhard.
Ele havia deixado que Subaru fosse ferido por algo que não deveria tê-lo alcançado, e impôs um fardo desnecessário sobre Emilia.
Além disso, devido às suas características inatas, ele apenas atrapalharia Emilia se ficasse ao seu lado.
Observar de longe era o melhor que podia fazer, e perceber que uma parte de si havia aceitado esse julgamento com calma só aumentava ainda mais sua culpa.
“Certo, isso deve bastar.”
Enquanto Reinhard se condenava de olhos fechados, uma voz como um sino prateado chegou a seus ouvidos.
Emilia afastou levemente sua franja como se limpasse sua testa, e confirmou que seu rosto estava um pouco avermelhado. Em seguida, levantou-se com um aceno de cabeça e se virou.
“Terminei o tratamento dele. Parece que o pior já passou.”
“Isso é uma notícia excelente. Agora, Emilia-sama…”
Reinhard caminhou rapidamente até Emilia, que parecia satisfeita, e ajoelhou-se, abaixando a cabeça. Nenhum de seus movimentos era falho, sua etiqueta era impecável.
“Devido à minha inadequação, causei grande preocupação. Aceitarei qualquer punição por essa falha.”
Ele colocou sua espada diante do joelho como forma de se desculpar.
Para um cavaleiro, essa era a mais alta forma de pedido de desculpas. Reinhard estava preparado para aceitar qualquer ordem ou punição que ela lhe desse.
No entanto, em resposta ao seu pedido de desculpas, Emilia disse:
“Quer saber? Eu realmente não entendo por que vocês são assim.”
“Hã?”
“Você veio nos salvar do perigo, e de alguma forma resolveu tudo sem que ninguém morresse. Apesar disso, agora está tentando assumir a responsabilidade por toda a dor e sofrimento que aconteceu no processo.”
Ela acenou com o dedo e fez um biquinho, um pouco aborrecida.
Então, de repente, apontou o dedo para Subaru, que dormia profundamente.
“Aquele garoto é bem mais direto. Ele salvou minha vida, e então exigiu uma recompensa. Apesar de que não pediu nada demais, no fim das contas.”
Reinhard também tinha visto Subaru tentando parecer descolado enquanto pedia seu nome. Ao ver Emilia sorrindo ao se lembrar disso, os lábios de Reinhard acabaram formando um sorriso também.
“Então”
Emilia de repente estreitou seus olhos ametista para Reinhard.
“Obrigada por nos ajudar. É só isso que tenho a dizer a você. Pra mim, você não fez nada de errado, então não haverá punição. Se não conseguir aceitar isso, então se esforce mais da próxima vez.”
“Entendido. Sou grato por suas gentis palavras.”
Após abaixar ainda mais a cabeça em sinal de respeito, Reinhard se levantou.
Agora que os dois estavam frente a frente, Reinhard acabou olhando para baixo, já que era bem mais alto. Mesmo assim, o que foi aquela majestade que ele acabara de sentir dela?
Provavelmente era a diferença de estatura espiritual, Reinhard supôs, ciente da própria mesquinhez.
Por outro lado, isso apenas reafirmava o fato de que Emilia também era uma das “Escolhidas”.
“A propósito, você está vestido bem leve hoje…”
Murmurou Emilia, como se só tivesse percebido isso agora ao olhar para sua forma silenciosa.
Seus olhos estavam nas roupas dele. Como estava de folga naquele dia, ele usava roupas escuras apropriadas para um passeio pela capital. Ele entendeu que, para ela, devia parecer estranho ele não estar parecendo um cavaleiro.
“Hoje é um dos meus raros dias de folga, então não estou usando o uniforme imperial. Minha armadura está no castelo no momento, então hoje a única coisa cavaleiresca que tenho comigo é a minha espada.”
Ele prendeu a espada de volta na cintura, os arranhões chamativos em sua lâmina atraindo o olhar de Emilia.
Ela então piscou, parecendo um tanto surpresa:
“Como é que você acabou envolvido nisso no seu dia de folga?”
“Isso é um pouco complicado, mas… Foi graças ao Subaru ali.”
Foi o encontro com o garoto que agora estava inconsciente que o levou até ali.
Se fosse explicar tudo em ordem, teria que começar pelo beco onde conheceu Subaru e conversou com ele pela primeira vez.
Naquela ocasião, Subaru revelou a Reinhard que estava procurando uma garota de cabelos prateados com um manto branco. Reinhard conhecia apenas uma pessoa que se encaixava nessa descrição.
Subaru queria encontrá-la. Enquanto investigava o garoto, Reinhard acabou indo até os cortiços.
“Encontrei ela no caminho, e então cheguei aqui.”
“Ah, aquela garota.”
Agora que ela havia sido mencionada, os olhos de Emilia se voltaram para um canto da clareira para a garota que estava cuidando do velho ainda inconsciente.
Sentindo o olhar de Emilia, a garota loira se virou e então abaixou os olhos, sem jeito.
“Emilia-sama, ela…”
“Reinhard. Você foi de grande ajuda. Sou grata por ter nos salvado. Mas tenho mais um pedido, não se envolva mais do que isso.”
Diante das palavras firmes dela, Reinhard desistiu de dizer qualquer coisa.
Tomando o silêncio dele como um “sim”, Emilia caminhou em direção à garota loira. A garota também se virou para ela, como se estivesse pronta para o pior.
“Aquele velho é sua família?”
Emilia se abaixou para ficar na altura da garota agachada e perguntou isso olhando em seus olhos.
A garota ficou sem reação diante da pergunta. Provavelmente porque era algo completamente diferente do que esperava ouvir.
Mesmo Reinhard, que não sabia qual era a relação delas, conseguia perceber que não era uma relação amigável.
A garota, parecendo ter perdido o ímpeto, coçou a bochecha tentando se recompor, e deu alguns tapinhas na cabeça do velho inconsciente, como se quisesse esconder o embaraço.
“Q-Quase isso. Pra mim, o velho Rom é meu único… É, algo como um vovô, acho.”
“Entendo. Eu também só tenho um parente. Ele está sempre dormindo quando mais importa, nunca conseguiria dizer algo assim na frente dele acordado.”
“É, eu também não conseguiria dizer isso se o Rom estivesse acordado.”
Parecia que os tapinhas na cabeça de Rom estavam se tornando mais do que simples toques. Provavelmente não era intencional. Ela acelerou o ritmo e a cabeça branca e redonda dele começou a ficar vermelha.
Ela então olhou para Emilia com um brilho frágil nos olhos vermelhos,
“Achei que você seria bem mais dura.”
“Imagino que sim. Talvez eu fosse, se fosse como antes… Mas agora parece que não estou com vontade. Então vou deixar passar, em consideração àquele garoto, só um pouco, tá?”
Emilia deu de ombros com um sorriso torto, como se dissesse que não tinha jeito.
Ao fazer isso e apontar para Subaru, a garota loira abaixou o rosto por um momento e então murmurou baixinho um pedido de desculpas.
“Desculpa”.Você salvou minha vida. Não posso ser ingrata. Vou devolver o que roubei.”
Dizendo isso, ela se levantou e dirigiu o olhar para o beco.
Em seguida, disse para Emilia.
“Olha, quando voltei, nem sabia se vocês estavam vivos… Então escondi em outro lugar. Posso ir pegar?”
“Vejo que você é bem cautelosa… Mas não me desagrada. Vou esperar aqui.”
“…Tem certeza? Vai que é só uma desculpa pra eu fugir, sabe?”
“Fugir até pode, mas aquilo vai ir atrás de você, viu?”
Reinhard, ou “aquilo”, como Emilia o chamou, endireitou a postura.
Era um mistério o que a garota loira sentiu ao ver isso, mas soltou um “Uee” de profundo desgosto e saiu correndo pelo beco dizendo que voltaria logo.
“Quando ela voltar e devolver tudo… Finalmente vamos poder ir embora, né.”
“Não vou perguntar os detalhes, mas tomem cuidado. Vou mandar um grupo acompanhar vocês, por favor, aceite isso.”
“Fazer isso tudo é… Mesmo que eu diga isso, acho que não faz muita diferença considerando o quanto já te dei trabalho. Tudo bem.”
Tendo recebido o consentimento dela, Reinhard respondeu: “Entendido.” Então seguiu o olhar dela até Subaru, que dormia pacificamente.
“Então, qual é sua relação com ele com o Subaru?”
“Conhecidos de passagem.”
Reinhard ficou surpreso com a resposta imediata.
Talvez achando a reação dele divertida, os lábios de Emilia se abriram num sorriso,
“É só isso que posso dizer, somos mesmo só conhecidos de passagem. Não lembro de tê-lo encontrado antes. Acredito que essa tenha sido nossa primeira vez nos encontrando…”
“Mas ele estava procurando por você. Disse que queria te entregar algo. Estava aqui durante tudo isso, e também…”
‘Ele arriscou a própria vida para protegê-la’, Reinhard hesitou em dizer essa parte em voz alta.
Sentia que fazer isso de alguma forma mancharia a nobreza de suas ações. Certamente ele não fez aquilo para receber elogios.
Além disso, Emilia provavelmente já havia entendido sem precisar que lhe dissessem.
Ela continuou de onde Reinhard havia deixado a frase em silêncio:
“É isso que é estranho… Embora eu suspeite que aquele pervertido tenha algo a ver com isso.”
“Por favor, evite falar mal do Lorde Roswaal. Ele é uma pessoa magnífica. É verdade que ele é um tanto excêntrico, mas…”
“Você sabia de quem eu estava falando, então está bem claro o que pensa dele.”
“…Minhas desculpas. Por favor, não conte isso ao Lorde Roswaal.”
Reinhard piscou ao se desculpar, e Emilia respondeu de forma ambígua:
“Certo, certo.”
Após isso, Reinhard voltou ao assunto Subaru.
“O que devemos fazer com ele? Se quiser deixá-lo comigo, minha família pode recebê-lo como hóspede.”
“… Não, vou levá-lo comigo. Assim poderei descobrir exatamente quem ele é, e mesmo que ele não tenha ligação com aquele pervertido, o fato é que ele me salvou.”
“Agradeço pela sua consideração”
Ela finalizou, e Reinhard respondeu com um aceno de cabeça.
Com isso, a conversa deles estava praticamente encerrada. Restava apenas designar alguns subordinados para escoltar Emilia em segurança até sua casa. Enquanto isso, Reinhard teria que lidar com as consequências.
Olhando para o edifício em colapso, Reinhard fechou os olhos diante da dimensão dos estragos.
Como sempre, amaldiçoou sua falta de autocontrole. Havia falhado ao conter apenas um pouco de seu poder, e esse foi o resultado. Se usado de forma descuidada, seu poder poderia varrer toda a região ele precisava ser cauteloso.
“O que vai acontecer com este lugar?”
“Vamos proibir a entrada por um tempo, e espalhar cartazes de procurada para a Caçadora de Intestinos. Embora sempre haja muitos boatos sombrios sobre ela, então é bem provável que seja só uma perda de tempo.”
“E aquela garota e o velhote?”
” …Não sei exatamente as circunstâncias, mas considerando meu dever como cavaleiro, não acho que posso ignorar as ações deles. No entanto…”
Ele fez uma pausa, respirou fundo, e então deu de ombros levemente.
“É meu dia de folga, e além disso, se a vítima não registrar uma queixa, seria difícil levar o caso adiante por falta de provas. Haha. Sério, eu nem sei o que aconteceu.”
“Fufu, você é um cavaleiro bem ruim.”
“Infelizmente, essa é a verdadeira natureza do homem conhecido por títulos como o cavaleiro entre os cavaleiros.”
Enquanto conversavam, Reinhard percebeu alguém se aproximando pelo beco. Pelo jeito de andar e pela respiração, soube que era aquela garota, mesmo sem olhar.
A garota de dentinho torto apareceu, e os olhou com uma expressão embaraçada:
“Eu trouxe de volta, como prometido.”
“Ótimo, que bom que voltou. Eu me sentiria beeem culpada se tivesse que mandar esse cara atrás de você.”
“O cavaleiro entre os cavaleiros… seria loucura tentar fugir de alguém assim. É a primeira vez que vejo alguém mais rápido do que eu, fiquei bem chocada.”
Reinhard respondeu ao olhar dela com um sorriso, deu um passo para trás e observou as duas.
A garota se aproximou de Emilia enquanto revirava o peito do casaco.
“Pronto, estou devolvendo. Se isso é importante pra você, esconda melhor da próxima vez, pra não ser roubado.”
“É meio estranho receber esse tipo de conselho logo de você… Se possível, eu preferiria que parasse de fazer esse tipo de coisa.”
” Isso é impossível. Deixa eu te dizer, só quis devolver porque você salvou minha vida. Não acho que fiz nada de errado, e não tenho intenção de parar.”
Ela recusou friamente o pedido de Emilia e esboçou um sorriso teimoso.
Seu perfil parecia bastante trágico, considerando sua idade. Mesmo ouvindo a opinião dela, Reinhard aceitou silenciosamente.
Ele sabia que aquilo definitivamente não era algo que deveria ignorar, considerando suas responsabilidades. Mas como mais elas sobreviveriam? Não seria certo falar de justiça sem oferecer uma alternativa.
Esses pensamentos de Reinhard eram fruto de tudo que havia visto na capital.
Emilia parecia sentir o mesmo. Baixou os olhos por um breve momento e então estendeu a mão, sem insistir no assunto,
” Entendi… Você é bem teimosa, né.”
“Talvez eu parasse se a comida simplesmente aparecesse na minha frente sem que eu precisasse fazer nada, né. Enfim, tá aqui.”
O objeto que ela retirou estava na palma da mão ela devolvia o item roubado a Emilia.
Por um instante, um brilho vermelho passou diante dos olhos de Reinhard. Aquela luz deslumbrante lhe era familiar, e em um instante, ele estreitou os olhos e vasculhou o oceano de suas memórias.
E então encontrou uma lembrança correspondente:
“Eh.”
“Reinhard…?”
Ele segurou a mão dela, que estava com o brasão.
Surpresa tomou conta dos olhos das duas garotas. Elas olharam para Reinhard e hesitaram em dizer qualquer coisa ao verem sua expressão séria e olhar fixo.
“E-Ei, tá doendo… Me solta…”
Felt balançou a cabeça fracamente enquanto tentava resistir.
No entanto, o aperto de Reinhard não mostrava sinais de afrouxar. Sua força era tal que poderia esmagar aço se quisesse. Embora estivesse se contendo, com certeza não era uma pegada que uma garota franzina pudesse se livrar.
“O que é isso…”
Um murmúrio trêmulo. Viera da boca de Reinhard.
Foi Emilia quem respondeu às suas palavras. Seus olhos ametistas pareciam abalados.
“Reinhard, espere. Eu entendo que não seja fácil simplesmente deixá-la ir. Mas ela não sabia o valor real do brasão. E eu, a pessoa de quem ela roubou, não pretendo fazer disso um problema também. Foi minha culpa ter deixado ser roubado, então… então…”
“Não é isso, Emilia-sama. Não é isso que me preocupa.”
O tom firme de sua resposta fez Emilia se calar, com uma expressão confusa.
Mesmo ignorando sua grosseria com ela, Reinhard olhou para a garota cuja mão ainda segurava. Ela ergueu os olhos para o jovem de cabelo da mesma cor de seus olhos carmesins, com o olhar cheio de apreensão.
” … Qual é o seu nome?”
” F-Felt…”
” Sobrenome? Quantos anos você tem?”
“E-Eu sou órfã, tá? Não tenho nada chique como sobrenome. Minha idade é… acho que uns quinze, pelo que me disseram. Não sei meu aniversário. Ei, me solta!”
A garota voltou ao seu jeito habitual durante a conversa, e se debatia enquanto gritava em tom rude. No entanto, Reinhard a mantinha sob controle com sua força precisa, sem desviar o olhar de Emilia.
“Emilia-sama, não posso mais manter nosso acordo. Vou levá-la comigo.”
“… Posso saber o motivo? Se for sobre punição por roubar meu brasão…”
” Isso certamente não é um pecado pequeno… Mas, comparado ao pecado de ignorar o que está diante dos meus olhos, não passa de um detalhe insignificante.”
Emilia arqueou a sobrancelha em confusão e incompreensão.
Reinhard considerou natural sua reação, e simplesmente aceitou. Afinal, era algo que ela não via com frequência. Seria cruel pedir que percebesse.
“Gostaria de levá-la comigo. Sinto muito, mas você não tem o direito de recusar.”
“Não vem com essa… Tá se achando só porque me salvou…?”
A resposta grosseira dela foi interrompida quando seu corpo ficou mole.
Seus ombros misteriosamente perderam a força antes que pudesse terminar, e ela lançou um olhar ressentido a Reinhard até o fim.
“Vai pro inferno… Maldito.”
Após lançar esse último insulto, sua cabeça tombou.
Segurando seu corpo inconsciente, Reinhard a carregou com suavidade sob o braço. Diante de seus movimentos habilidosos, Emilia comentou.
“Isso também não é nada cavalheiresco… Se for muito brusco, vai ter efeitos duradouros no portão dela.”
“Felizmente, lidei com isso desde o nascimento, então sei como controlar. Emilia-sama, parece que você pode receber uma convocação em breve. Por favor, entenda.”
Ele pegou o brasão da mão da garota inconsciente e o entregou a Emilia.
O brasão dracônico realmente parecia simbolizar o próprio Reino do Dragão de Lugunica. A joia vermelha emitiu um brilho tênue na mão de Reinhard, ao ser passada para Emilia, brilhou intensamente, como se estivesse feliz por voltar à sua dona.
“Deixarei Subaru aos seus cuidados.”
Reinhard se curvou diante de Emilia, que o olhava em silêncio após aceitar o brasão.
Sentindo o peso da garota leve em seus braços, ele afastou a franja que cobria sua testa. Suas feições infantis e pálidas tinham um charme próprio da idade ainda mais agora que, inconsciente, não precisava manter uma postura defensiva.
Se trocasse suas roupas e limpasse a sujeira dos becos, ela certamente brilharia como uma joia.
Um vento forte soprou, fazendo as franjas vermelhas de Reinhard dançarem.
Ele olhou para o céu por entre as brechas já era entardecer, e a lua flutuava no céu da capital.
A lua cheia brilhava em um branco azulado suave, sua beleza envolta por um charme hipnótico.
“Hoje pode ser minha última oportunidade de contemplar a lua com calma…”
O sussurro de Reinhard não chegou a ninguém, apenas à lua que o observava do alto.
Fim Arco 1.
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