Minha Classe Lendária é Marido d... Cap. 418 — A Armadura Branca

As caudas de Anais enrolaram ao redor da espada e pulso de Elias. Ela não queria que ele movesse a arma… mesmo que fosse sem sentido — pois Elias podia usar as mãos para matá-las — ela fez tudo que podia.

— Vocês duas também são falhas — Elias inclinou a cabeça, ainda segurando a espada, e olhou para as duas mulheres com decepção e um olhar grosseiro. Ele esperava mais das rainhas.

Ele acrescentou após estalar a língua: — Vocês dois não conseguem mais subir de nível, certo? É claro, vocês poderiam, mulheres baratas. Tudo que precisavam fazer era abrir as pernas e se tornarem mulheres dele. Vocês nem conseguiram fazer isso.

— Por quê? Por causa de seu orgulho insignificante? Vocês, mulheres, não podem ter orgulho. Vocês são inúteis sem homens. Vocês existem pelo bem dos homens e pela nossa força e prazer. Vocês, falhas, só podem tremer diante de mim, pois nem me divertiram.

— Vocês só me enfureceram… sem habilidade nenhuma… Haha! Falhas — Elias Deathwill arqueou a cabeça para trás, rugindo com risadas.

Após seu último encontro com Meiya Deathwill, sua visão mudou um pouco e ele com certeza se tornou ainda mais desprezível. Ele não tinha mais respeito por mulheres.

Ele chegou no fundo do poço.

Anais curvou os lábios num sorriso, embora apenas um pouco, pois a força continuava escapando de seu corpo: — Palavras dignas de um corno.

Yumia ignorou Elias e segurou Celia e Veronica: — Avó protegerá vocês duas. Nada de ruim acontecerá com vocês… Eu prometo… Então não tremam ou chorem… Vocês são garotas fortes.

Celia e Veronica encararam Yumia com lágrimas já descendo pelas bochechas. Elas não conseguiam fingir coragem ou atuar como se tudo estivesse bem. Elas claramente viram que Yumia e Anais estavam prestes a morrer.

Isto as machucou, as machucou muito.

E quando Celia lembrou da morte de seu amigo e do estado lamentável de Bo, chorou ainda mais. Ao mesmo tempo, Elias zombou das palavras de Yumia, questionando-a o que uma falha poderia fazer.

Ele colocou mais peso na sua espada, sua arma fazendo mais sangue sair das garotas. Elas gritaram de dor porque a broca de pecados de Elias começou a rasgá-las por dentro.

— Avó… Srta. Anais… — Celia sussurrou fracamente, incapaz de ouvir e ver esta visão cruel e de partir o coração. Ela fechou os olhos e abraçou seu brinquedo de pelúcia, rezando para que fosse apenas um sonho.

E quando fez isso, as memórias cintilaram em sua mente. Celia lembrou do evento de quando os dullahans invadiram as terras do Castelo Deathwill. Todos lutaram pelo seu bem e seu pai até se tornou um dullahan por ela.

Naquela época, Celia só podia assistir. Hoje foi similar, porém, ela não era a mesma garota de antes. Ela sabia de mais coisas!

E quando o entendimento de sua existência atingiu seu coração, seu brinquedo de pelúcia, Kubo, brilhou com uma luz branca.

Elias imediatamente mudou a atenção para ela enquanto o poder desconhecido o repelia. Sua espada retornou, pois Anais não conseguiu mais a prender com as caudas.

Entretanto, quando a garota raposa ergueu o olhar, o poder sagrado lentamente começou a curar e fechar suas feridas. Apesar disso, Anais não conseguiu tirar os olhos de Celia, pois a pequena princesa dullahan reluzia com a luz branca!

[Você despertou a Autoridade.]

[O poder do antigo Rei Dullahan, Thanas, foi transferido para você do Purgatório.]

[Celia Deathwill Nv. 500]

[PV: ???]

[PM: ???]

— Ridículo… mas muito bem-vindo… — Anais sussurrou atordoada, e sua irmã jurada, Yumia, estava no mesmo estado, com os olhos fixos em Celia.

A garotinha ficou de pé, seus olhos límpidos não exibiam um pingo de medo, e confiança floresceu dentro daquelas gemas azuis! Ela também não estava sozinha, pois o cavalo branco permaneceu atrás dela.

É claro, aquele era Kubo.

Ele era muito maior que Celia, pois era um cavalo-de-batalha totalmente crescido. Ele era a criação de Celia e sua existência era completamente diferente dos outros. Ele tinha consciência própria porque Celia estava vivendo com seu brinquedo desde que conseguia se lembrar.

Ambos também compartilhavam o mesmo sonho.

Kubo inclinou sua cabeça majestosa, sua crina flutuando loucamente: — Minha rainha. Temos um minuto até seu poder sumir. Você não consegue aguentar muito por causa de sua idade.

— OK — Celia respondeu, erguendo a mão.

Num instante, o cavalo alto e real virou uma armadura de batalha. Ele se envolveu em Celia, equipando-a da cabeça aos pés na armadura branca. O emblema real de dullahan e Deathwill estavam escritos no peito.

Num piscar de olhos, Celia permaneceu como uma pequena cavaleira. Entretanto, com sua armadura branca se destacando, fazia ela parecer com uma pequena rainha!

— Vou chutar o gângster da nossa casa! — a rainha dullahan declarou. Ela avançou contra Elias Deathwill, que sentiu que a vida estava pregando uma peça nele. Ele poderia tolerar o sucessor lobisomem de nível 300, mas uma criança de quatro anos tendo nível 500, o maior nível considerado no Mundo de Avander?

Elias rangeu os dentes, pronto para enfrentar a garota dullahan. Mesmo que o nível dela fosse maior, a diferença era apenas de oito níveis. Ele poderia lidar com ela! Ela também não tinha experiência, certo?

BANG!

Contudo, Elias com certeza subestimou a velocidade e força de Celia. Primeiro, foi a velocidade, pois Celia chutou Elias antes que ele pudesse reagir! E então, sua força, pois Elias sentiu duas coisas preciosas explodirem em suas calças.

[Você perdeu suas bolas.]

[Você perdeu sua capacidade de se reproduzir.]

[Você nunca terá ereção.]

Ding!

[Você pode mudar de gênero! Você quer?]

Elias não viu aquelas mensagens ainda, pois o chute de Celia o enviou ao céu. Seu poder incrível o fez atingir o céu, que então o expulsou do reino.

A princesinha chutou o gângster para fora do castelo!

Não! Ela era a rainha agora!

E com isso, os cães de Elias fugiram do reino, não mais pressionando as outras forças. A invasão repentina não foi exatamente falha, pois Elias conseguiu pegar Erin e a transformar em sua bainha.

No entanto, quando viu aquelas mensagens sobre o chute de Celia, seus olhos explodiram de ódio, e uivou como um louco em sua caverna oculta.

— Vou matar todos! Todos!

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