De repente, ela estava em outro pesadelo.
Uma tarde ensolarada.
Um guincho de freios.
Uma dor aguda no estômago…
Uma criança…
Seu filho.
Sangue… nos olhos… por toda a parte…
Criança! Meu filho!
Ele está morto!
Seu filho está morto!
Ele nasceu morto!
Mesmo que estivesse vivo, o que você faria? Iria criar um filho bastardo?
Não… ela não acreditava…
O coração dele ainda batia em seu ventre há pouco…
Não é um bastardo! Seu filho não era um bastardo!
Ela estava tão ansiosa pelo nascimento de seu filho, era seu filho! Seu precioso filho!
Devolvam meu bebê! Tragam meu filho de volta…
A voz triste de uma garota ecoou em sua cabeça. No fundo, ela sabia que era a própria voz…
E então… ela viu a criança, ela finalmente viu seu bebê…
Sobre a mesa fria de um necrotério…
Um pequeno corpo roxo e azulado… o bebê não respirava… por que ele não respirava…?
Seu filho, seu bebê estava morto…
…
De repente, um rangido alto cortou o silêncio. A porta do quarto se abriu.
Sons de passos soavam quando um homem de sapato de couro se aproximou.
O homem carregava uma vela em suas mãos. Seus olhos brilhavam. O cabelo prateado se destacava sob a luz fraca da vela.
O homem caminhou lentamente em direção à cama. Seus olhos fixos na silhueta encolhida da garota.
Havia uma garota na cama, segurando o travesseiro como se sua vida dependesse disso. Seu cabelo e rosto estavam encharcados de suor e ela tremia como se estivesse congelando de frio.
“Não…não… meu filho…não…”
A garota definitivamente não estava completamente lúcida. Sequer notou o homem ou o som de seus passos até sentir o calor da vela perto de seu rosto.
Ela ergueu o olhar para a luz…
“Você continua inútil como sempre!” o tom sarcástico do homem ecoou pelo quarto assustador.
Ning Xi continuou em posição fetal enquanto olhava para o homem. Ela não se mexeu nem disse nada. Como se estivesse em transe.
Ela olhava fixamente para os seus olhos, seu corpo tremendo enquanto ela agarrava o travesseiro. Usando um macacão peludo. Tão indefesa.
Era fácil demais despertar os desejos mais sombrios de alguém.
Os olhos do homem nublaram quando ele lentamente estendeu a mão para tocar os lábios da garota…
Antes que ele pudesse sequer tocá-la, a garota cravou os dentes em sua mão com força suficiente para sangrar. Manchando os lençóis e a mão do homem de vermelho.
No momento seguinte, o homem sentiu uma dor aguda.
A expressão dele mudou. Segurou o queixo da garota firmemente e a empurrou para a cama.
“Para quem você está se guardando, hein?”
Nota do Editor Esse capítulo foi tenso em
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