A porta estava fechada, mas para evitar que fosse aberta novamente, tranquei-a bem com a chave.
Uma vez pela última vez.
Eu gentilmente acariciei a porta, esculpindo a superfície em minha pele.
Como ficou mais frio.
Como começou a doer ainda mais.
Tornei-me capaz de acreditar que a resposta que escolhi era genuína.
Como não tinha outras maneiras de confirmar, não sabia se essa era a resposta correta. Assim, a busca pelos meus erros nunca terminaria.
Só por causa de uma coisa simples e genuína. Eu ansiava por isso, admirava, ficava impaciente e depois complicava. Sem poder nem chorar, meu corpo queimava.
Depois de queimar, a única coisa que restou foi uma farsa retorcida.
Mas ainda assim, para mim, isso era algo insubstituível porque é uma roupa que não posso trocar.
Deixe-me pelo menos guardá-la, para evitar que seja destruída. E assim tudo terminará.
— Por favor, que este seja o final certo.
Esta foi a minha oração. Minhas mãos deixaram a porta.
Um passo de distância, dois passos de distância. Fui para um lugar onde minhas mãos não conseguiam mais alcançá-lo.
Eu não irei mais olhar para trás.
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