Eu pedalei desesperadamente minha bicicleta pelo vento contrário. A bicicleta da cidade que abusei por mais de um ano agora gritava. Os sons de pedaladas ondularam com um ruído incessante.
Não importa o quanto pedalava, pois parecia que não estava fazendo nenhum progresso. Parecia que eu estava sendo empurrado para trás. Meu espírito estava prestes a romper com o vento forte e considerável, porém eu forcei desesperadamente meus pedais.
Embora o dia possa ter ficado mais curto, o sol ainda deveria estar pairando. É só que nuvens espessas estavam começando a se formar, como se quisessem escondê-lo.
As luzes da rua desconcertantes iluminavam o caminho, com a bolsa de vinil e as latas vazias empurrando-se para a frente e para trás.
Na escuridão, o cheiro de sujeira misturado com a umidade flutuava no ar com pontos negros emergindo por todo o asfalto.
As manchas aumentaram gradativamente. Pingos de chuva continuaram a cair, acompanhados de sons altos.
Eventualmente, os pontos negros engoliram todo o terreno.
A chuva caía ruidosamente, sem prestar atenção em mim. Caindo e caindo. Em um certo ponto, meus braços atingidos estavam doloridos.
As gotas de chuva batiam impiedosamente contra o meu corpo, deixando minha camisa transparente. Não pude deixar de ficar frustrado com a falta de garotas do ensino médio na área.
── Que droga irritante……
Sussurrei interiormente e tirei meu guarda-chuva da bicicleta.
Eu expandi o guarda-chuva de vinil enquanto me protegia da chuva.
Sem embargo, no instante seguinte, o poderoso vento ganhou força e destruiu o guarda-chuva. A moldura do guarda-chuva se encolheu e o vinil se transformou em uma simples vela. O vento me carregou para a direita, como a um veleiro.
Eu balancei, mas recuperei rapidamente meu equilíbrio.
…… Que perigo, quase caí ali.
Limpei o suor frio e as gotas de chuva e dobrei o guarda-chuva quebrado em resignação.
── Isso é realmente um saco.
O vento abafava o barulho ao redor, e a chuva torrencial nem dava pra ver.
Minhas roupas encharcaram; o calor do meu corpo diminuiu, me sujeitando a sensação da umidade. Meu campo de visão estava obscuro.
Nesta chuva, meus pneus, minhas palavras e meus pensamentos começaram a se esvair.
O rio Hanami, que saía do percurso de ciclismo, continuava a expelir água negra, lavando todo o tipo de coisa.
No meio da tempestade, a única coisa deixada para trás era eu.
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